Quinta-feira, Agosto 30, 2007

A pergunta que me faço há meses


O que é que eu vou fazer com o mestrado?
Dentro de dois anos na melhor das hipóteses estou literalmente sem cheta - por favor não me perguntem quais são os outros cenários.

Carlost Paulonely (II)


Mais vale só que mal acompanhado . É um ditado popular bem famoso, e que para mim é quase um lema de vida. Ultimamente nada me corre bem .
Isso faz de mim uma má companhia para toda a gente e eu não quero ver ninguém mal acompanhado.
Embora não tenha aqui um contador de visitas visível tenho um contador "invisível" que me assegura que os meus blogs também não são dos mais populares (se fossem eu estaria um bocadinho melhor financeiramente :D). Não foi à procura de popularidade que comecei a escrever este blog, nem foi para desabafar que criei os meus blogues, foi para poder dizer o que me apetece, sem ofender ou difamar nada nem ninguém.

+1 desabafo? Clique aqui se o quiser ler


Sim, a ideia é mesmo essa... Se este site permitir, vou adicionar um script que ocultará partes do texto, e só estará disponível para quem quiser ler.

Mensagens ocultas, recados ocultos...


Os meus antigos alunos de CCO certamente lembrar-se-ão do meu site de Informática II, onde pressionando uma certa combinação dos menus ficava visível um menu "top-secret" :) confesso que todos os meus sites sempre tiveram páginas ou mensagens secretas/ocultas. Até alguns posts deste blog!

O design deste blog


Sim, eu sou o autor de todo este blog, até do desenho, que é baseado na interfale LCARS dos computadores da saga Star Trek, era TNG ( Star Trek The Next Generation, Deep Space Nine e Voyager). No entanto, acho que ficou um bocadinho mais sombrio do que devia. Um dia... quando eu tiver paciência, redesenho isto, continuará a ser uma interface LCARS Mas, um bocadinho mais... alegre.

Um dia...


Também prometo que quando e se se um dia a minha vida melhorar, vou escrever umas linhas por aqui.

Quarta-feira, Agosto 29, 2007

Disparates, delírios e pés no chão


A vida está complicada... MUITO complicada...

Gosto da música... mas sinceramente o vídeoclip está muito longe de estar na minha lista de preferências (como muitos videoclips que conheço dos alphaville):

Queen... Acho que se não fosse o filme Highlander, esta música não estaria na lista das minhas preferidas.

Runnaway train... às vezes apetece mesmo fugir de tudo e de todos.

Segunda-feira, Agosto 27, 2007

Longe do mundo



Eu não sei se vais ouvir-me
Se estás ai ou não
Eu não sei se compreendes
Esta minha oração

Se eu p'ra ti sou uma estranha
Que o coração perdeu
É ao ver-te que eu pergunto
Se já foste como eu

Longe do mundo, perto de ti
Peco conforto de quem eu fugi
Perdida, esquecida eu oro a ti
Longe do mundo mas perto de ti

Peco conforto e nada mais
Na voz dos que sofrem padecem sinais
Vem de longe e chegam por fim
Quem vai ouvi-los? quem sofre assim?

Eu não sei se vais lembrar-te
De um coração tão só
Coração tão vagabundo
Que perde, chora, todos os dias

Longe do mundo mas perto de ti
Peco conforto de quem eu fugi
Venho de longe e chego por fim
Quem vai ouvir-me chama assim
Perdida, esquecida, aqui ao orar
Longe do mundo mas perto de ti...


Interpretado por Sara Tavares em "O Corcunda de Notre Dame", da Disney


É uma das raras vezes em que adoro a versão dobrada e a versão original ...probably because i feel i am an outcast in this world.

Sexta-feira, Agosto 17, 2007

Manias de um pseudo matemático


Estatística não é Matemática!
Investigação Operacional não é Matemática!
Física não é Matemática!
Contabilidade não é Matemática!
Informática DEFINITIVAMENTE não é Matemática...
Astronomia não é Matemática (nem Física!).


EU NÃO SOU BURRO! APENAS TIVE UMA FORMAÇÃO DEFICIENTE SOB CERTOS PADRÕES.
Mas, excelente segundo outros...
Eu até sei muita coisa...
Não tencionava voltar cá antes de Setembro, mas tive um pequeno acidente de percurso.

Sexta-feira, Agosto 10, 2007

Bem... este texto é daqueles que eu classifico como uma lamúria bem chata. Aviso quem não tiver estômago que é melhor não ler.

Hoje fiz uma daquelas coisas que não fazia há imenso tempo: actualizei o meu site!
Vamos à lamúria (parece uma lamúria,mas tudo o que lá está é verdade...)

Eu, o mestrado e o futuro

O pessoal lá da terra, costuma dizer “O futuro a Deus pertence”.

Tortura psicológica


Neste último ano estive sujeito a vários tipos de tortura psicológica como nunca estive na vida.
Por mil e uma razões não quis tirar mestrado na Universidade da Madeira.
Algumas das razões são tão más que acho que se um dia as escrevesse aqui, eu seria processado.
Estamos num país onde dizer a verdade, se for má, dá direito a processo! ( um dia explico onde e como aprendi isto)
Começarei por divulgar uma filosofia muito pregada lá, quando eu fui aluno e depois quando dei aulas : dizer mal da Universidade que me deu a licenciatura, “é dizer mal da minha camisa”.
Concordo que as críticas devem começar sempre de dentro da instituição para dentro da instituição, mas esta filosofia dá origem a muitos abusos...
Quando as coisas não funcionam, que possam vir a público sem a ameaça de um processo!
Não vamos passar a vida a torturar as pessoas!

Lisboa


Um dia, após quase dois anos de “exílio”(...), ao passar na página web do IST vi que estavam abertas as inscrições para os mestrados.
Fiquei a pensar no assunto. Qualquer que fosse o mestrado que eu quisesse tirar, teria de ser afastado da Madeira. Não me parece que o trauma UMa, passe tão cedo.
O IST tinha um problema: era muito caro para as minhas possibilidades. Tinha outra hipótese: A FCUL!

FCUL, Análise e cadeiras


Ao escolher um mestrado em Análise, pensei que estava a escolher uma área onde tinha pés para andar. No boletim inicial apenas pedi que me colmatassem uma falha da UMa.
Depois de um primeiro contacto com a FCUL, acabámos por “negociar” as cadeiras que ia ter.
Agora sei que fiz um mau negócio.
1º semestre:
Equações diferenciais ordinárias e aplicações.
(Pré-requisitos: Topologia e análises funcionais+ Análises.. ok)
Elementos Finitos e aplicações:( Pré-requisitos: Análise numérica das equações
com derivadas e suas precedências+Análise Funcional+Medida e Integração+ EDPs - Epa... isto vai requerer estudo. Há aqui coisas que nunca vi na vida.)
Módulos e Anéis ( Esta devia ser a cadeira mais fácil: só requeria Álgebras. A grande chatice é que eu já não me lembro de muita coisa).
2º semestre:

Análise numérica das equações com derivadas (Pré-requisitos: EDPs+ Análises numéricas. Hum? NuméricaS?? Eu só tive uma. Mas nessa dei QUASE tudo o que se dá nas duas na FCUL. - Mas vai requerer trabalho... Isto não devia estar ANTES de uma certa cadeira do 1º semestre? )
PEP= Problemas Elípticos e Parabólicos:(Pré-requisitos: Na página web só está
EDPs. Na realidade devia estar: Mecânica dos Meios contínuos, EDPs e suas precedências. E já agora... TUDO.)

Matrizes Polinomiais ( Esta era aquela que me interessava mais...)

E nem falo do seminário...


Casa em Lisboa


A primeira parte do problema: eu não conhecia e ainda mal conheço Lisboa. Ao longo dos meses de Julho e Agosto de 2006 estive a estudar um mapa de Lisboa e optei por escolher um sítio que ficasse perto da FCUL e que não me deixasse mal de finanças. Recolhi na net cerca de 10 sítios... pensei que tinha um número suficiente.
Mas nas vésperas da viagem percebi que estava em maus lençois: Estava TUDO cheio!
Então à pressa, comecei a procurar + sítios... e os primeiros 5 também já estavam cheios!!
Mas que diabos? Havia algum congresso em Lisboa???
Ao fim do 15º local cheio... decidi: “o primeiro que aparecer ... aceito”

E assim foi... geograficamente bem colocado, as condições não eram as melhores, mas por aquele preço (175€) não me podia queixar, além do facto de que foi o único sítio que apareceu...

1º Semestre

As primeiras duas semanas até foram agradáveis.
Depois, fiz uma visita rápida à Madeira para assistir ao casamento da minha irmã e quando voltei, percebi que já não estava no paraíso... alguem tinha feito desaparecer
o que eu tinha no frigorífico...

A partir daí, deixei de conseguir dormir. Eram os ruídos nocturnos ( desde vizinhos a ter relações sexuais a ouvir pessoas a passar no corredor ), os problemas diários que não me diziam respeito mas para os quais eu era diariamente chamado. Mas será que ninguém percebia que eu TINHA de trabalhar? Enfim... a certa altura, o senhorio desapareceu, as lâmpadas começaram a fundir todas ao mesmo tempo, ... as chuvas intensas fizeram um esgoto transbordar e quase entrar pela muito desarrumada e pouco higiénica cozinha. E isto foi só o princípio...

Os problemas foram acumulando e neste mesmo blog pus um aviso à procura de casa, e fiz o mesmo em vários outros sítios da net. Ao mesmo tempo ia procurando em jornais, e noutros sítios... mas a minha pouca sorte era sempre a mesma: “cheio”...
“só para raparigas”...

Em Dezembro, no dia do meu aniversário... fui ver uma casa em Benfica. Não aceitei logo. Estava seriamente a pensar em desistir do mestrado. Eu não tinha conseguido estudar nada ao
longo do semestre, tinha faltado a muitas aulas... essencialmente por não conseguir dormir, e com isso veio a falta de concentração.

Paguei o mês de Janeiro, só para o caso de decidir voltar e fui para a Madeira... ainda mais desmoralizado do que estava quando abandonei a UMa.

Por altura do Natal uma das minhas irmãs e o meu cunhado passam lá por casa e decidem levar-me a uma feira.

Num daqueles acidentes que só me acontecem a mim, um choque com um carrinho de choque deixou-me cheio de dores durante duas semanas. Foram duas semanas em que mal me mexia, mas deu para ir lendo os apontamentos de EDOAs. Claro que não escrevia nada.
(O que era mau. Antes de vir para o mestrado passei dois anos em que raramente toquei numa caneta ou num lápis: neste momento sou tremendamente lento a escrever ou a copiar do quadro...)
Voltei a Lisboa. Devia-me a mim mesmo uma última hipótese... mas acabei por desistir em dois dos exames a que fui. Num deles porque sabia que ainda conseguia ter um 10.. nota que não me interessava.

2º Semestre

Comecei por tentar contactar a Patrícia, a minha colega de mestrado em Análise. Propus que estudássemos a única cadeira que tínhamos em comum em conjunto (PEP). O que eu
tinha em mente nunca se realizou porque a avaliação contínua daquela cadeira era anedoticamente monstruosa... pelo menos para mim que não satisfazia os pré-requisitos da
cadeira e fazia questão de perceber minimamente o que estava a fazer.

Todos os dias acordava pelas 6 da manhã com um autocarro que passa em frente à porta de casa. Pegava um livro de uma das cadeiras e tentava perceber que bases me faltavam e
tentava arranjá-las.

Inicialmente escrevi alguns apontamentos de Mecânica dos Meios contínuos em LaTeX, passava o caderno de Matrizes Polinomiais a limpo, junto com algumas observações.
Criei uma máquina virtual VMware que imitava satisfatoriamente os computadores do laboratório de Análise Numérica do Complexo Interdisciplinar e dava-me condições para fazer os trabalhos práticos de ANED em qualquer sítio.

E ainda pedi à Patrícia um caderno de EDPs. Que acabei por digitalizar e converter em PDF para manter as cores dos sublinhados e outras observações (foi-me muito mais útil do que ela algum dia possa imaginar...).

Nas mini-férias da Páscoa despachei quatro trabalhos de ANED . Deixei um em stand by. Precisava de fazer revisões de algo que nunca tive na vida...mas já tinha lido algures.

Na terça ou quarta-feira depois da Páscoa, quando íamos almoçar... comecei a sentir tonturas bem fortes que me impediram de continuar. Voltei para trás. Sentei-me. Só me passava pela cabeça que se algum médico visse o meu historial, que eu ia ser sujeito a análises... e uma tortura
no mínimo igual à que já tinha passado algumas vezes na Madeira.
Na 5ª e na 6ª tive de faltar às aulas. Sempre que me levantava da cama as tonturas voltavam. Pedi a opinião de duas enfermeiras(as minhas irmãs) e um farmacêutico. E como as opiniões coincidiam, trouxe uma caixa de medicamentos e uma de vitaminas. Na segunda-feira seguinte
devia estar melhor.

Na 3ª não estava nada melhor. Acabei por visitar o Santa Maria e estava pronto para mais uma demorada tortura quando ... percebi que aqui não tinham o meu historial! Fixe! A médica
analisou-me e dados os meus sintomas e a minha medicação, estranhou eu ainda não estar em condições, e receitou-me um antibiótico de largo espectro. Andei à procura dele em algumas farmácias... e não o encontrei. :S (qual é a probabilidade?). Ao chegar a casa ainda assisti á
discussão de uma vizinha com a filha da senhoria. Como me sentia mesmo mal, acabei por sair à procura de uma farmácia
de serviço. NADA!

Na manhã seguinte, na farmácia à porta de casa, tinham lá o antibiótico.. que só fez efeito mesmo no fim. Por esta altura era o caos. Já tinha trabalho acumulado, e, mesmo acordando às 6 o trabalho não rendia...

PEP tinha-se tornado um monstro bem pior do que eu tinha imaginado... cheguei a passar 3 semanas com um problema. A ler todos os livros recomendados para a resolução do problema. A
adormecer em cima dos livros e quando acordava muitas vezes deitava
fora as tentativas infrutíferas do dia anterior ( foi assim que perdi o meu BI...)

Matrizes... Tive de deixar de lado. ANED ... tentei acompanhar as aulas... enfim... e o semestre passou e tudo correu mal outra vez.
No fim... acordava às 6... para estudar. E no fim do dia, já cansado muitas vezes ia para o Alvaláxia tentar estudar também

A certa altura.. passei numa tabacaria e comprei alguns livros de
Banda desenhada. Eu precisava de me distrair. Já só via PEP à frente... e o pior de tudo é que via aquilo mas aquilo não me dizia nada.

Passei PEP com um 10 que na realidade era um 8 (custava assim
tanto ter-me chumbado?).
Passei ANED com 12. Esta deixou-me com um amargo de boca porque se eu tivesse largado PEP tinha conseguido boa nota nesta e a Matrizes.

Matrizes tive 7. Ao estudar Matrizes percebi que a minha álgebra estava muito enferrujada e acabei por comprar mais algumas edições de livros da área da álgebra. Muitas vezes o meu estudo era estar parado a olhar para o vazio a tentar fazer jogos e a ligar o que tinha lido de manhã com o que tinha acabado de ler/escrever... e quando entrava em ciclos viciosos, lá estava
o meu livro de BD. Nem sempre a melhor forma de estudo envolve papel e lápis. As coisas têm de ser compreendidas... e se tiverem de levar horas de reflexão.. que levem. Eu já não sou o jovem que era há 10 anos.
Não me critiquem se os meus métodos de estudo são diferentes.
Não foi por eles que eu chumbei... Foi por eles que eu não tive piores notas.

Férias

A ideia era estudar calmamente... E tentar encontrar um buraco nos
regulamentos da FCUL que me deixassem fazer Matrizes e Elementos
Finitos em Setembro.

O meu pesadelo começou com uma carta das finanças
com uma multa de 124€. O problema nem era a multa. Era o
conteúdo da carta que me fez entrar em pânico. Aqueles
sacanas sem terem consciência disso apenas ameaçavam dar
cabo de toda a minha vida!



Enfim... felizmente tive algumas ideias que me resolveram mais ou
menos o problema. Gostava de ter mais ideias destas.
Provavelmente
ainda vou receber uma nova carta das finanças a dizer que os
tipos querem fiscalizar-me... que fiscalizem. Não tenho nada a
esconder. Mas por favor escolham bem a altura...


Agora estou estafado. Não sei se deva meter-me num avião
e ir 2 semanas à Madeira (desistindo de Setembro?)
Mas
como este mestrado está a correr-me mal e era hipótese
única para mim... o que é que vou fazer quando e se o
acabar? Não quero voltar ao exílio... e recuso-me a
voltar a trabalhar em informática.

Quarta-feira, Agosto 08, 2007

As mulheres


Não. Não vou escrever um texto sexista nem nada disso.
Fala-se em igualdade entre os sexos, fala-se em sexo forte, sexo fraco, dizem-se todo o tipo de disparates, mandam-se anedotas por mail...
A verdade é que não podemos viver sem elas.
Ok, poder podemos. Mas é difícil.
Pessoalmente eu não espero que uma mulher me compreenda, nem gosto de ficar dependente de nada nem de ninguém. A dependência causa vícios... e eu e os vícios não nos damos nada bem.
Mas é fácil aborrecê-las, magoá-las, fazê-las rir, chorar, e muitas vezes perceber que estão a esconder algo, ou que preferiam estar a mil km daqui.
Mas dava imenso jeito ter o poder que o personagem interpretado por Mel Gibson ganhou no filme "What women want".
Saber ler a mente de uma mulher resolveria muitos problemas da humanidade!
Aos homens, ensinar-lhes-ia a deixarem de ser idiotas...
Aos putos, o que é que a mãe realmente quer deles.
Aos pais, como fazer as filhas felizes.
No caso do sexo masculino... bem não é piada.
Nós somos mais simples.
Somos fáceis de entender.
Ou isso, ou as mulheres são mais inteligentes que os homens...
(Neste momento eu acho que qualquer idiota é mais inteligente que eu, mas ignoremos isso! Eu realmente acredito que neste momento, o sexo feminino é o sexo forte.)

A pior coisa que um homem pode fazer a si mesmo, é quebrar uma promessa que fez a si próprio.
Depois disso, a pior é quebrar uma promessa feita a uma mulher.

Seja ela quem for.
A Matemática é uma mulher?
E não é que menos de 24h depois de entregar as declarações do IRS eu recebi uma cópia dos recibos da UMa?!
Não quero saber... está entregue e seja o que Deus quiser!

Terça-feira, Agosto 07, 2007

Porque é que uma coisa simples para toda a gente para mim é bem complicada?


EU DESISTO!!!


Depois de imenso tempo... desisti mesmo de esperar pelos recibos de vencimentos da UMa. Fiz as contas e entreguei as declarações online com base nos meus cálculos. Recorri a uma folha de cálculo Open Office (já não tenho o MS Excel no meu computador há eras, mas a forma de trabalhar é a mesma!!)
Agora era muito azar os meus valores estarem muito afastados dos deles...

Sem talões, cartões, ou outras complicações


Sabem quanto tempo tive de esperar na bicha para levantar o BI? A sério... em toda a minha vida, este foi o BI que levou mais tempo para ser levantado: meia hora!!!!

E ... quantos meses sem BI?


O BI é um documento essencial, mas não tanto. Consegui circular por Lisboa durante vários meses sem BI. Só o fiz porque preciso dele para fazer outros cartões (cartão de estudante?) e para poder marcar viagem para a Madeira.

Requerimento para exames na fcul


Bem... eu neste momento acabei de perder imenso dinheiro em multas. Não me sinto muito moralizado para pagar mais uma para um requerimento que pode vir com resposta negativa.
Tentar não custa? Desta vez até custa e faz mal ao ego.
há mais casos... um dia eu conto.

Sonhos e Pesadelos


Que é que podemos dizer de uma pessoa que se cita a si própria?
As citações que se seguem... continuam a fazer sentido.

"Há sonhos que se tornam pesadelos."

Carlos Paulo 2003



"Eu sempre preferi números a palavras."

Carlos Paulo 2004


"Eu odeio computadores, mas começo a preferir computadores a pessoas."

Carlos Paulo 2004

Os computadores não nos traem conscientemente. Essa é a beleza e a maldição dos computadores: não têm consciência. São máquinas estúpidas que seguem à letra toda e qualquer linha de código, imaginada/programada por seres humanos. O meu melhor amigo... é o meu computador. E não posso dizer que goste muito dele.

Finalmente...


Finalmente acho que despachei uma das declarações do IRS atrasadas. Espero é que as minhas contas estejam certas visto que sem recibos da UMa, eu tive de ser o meu contabilista.
Depois de uma semana bem frustrante, e já sem paciência para ser massacrado, informaram-me que em qualquer repartição de finanças podia levantar uma senha para entregar as declarações atrasadas online. (Obrigadíssimo Elias!)
Recorrendo ao todo poderoso Google, encontrei este site e descobri que em Lisboa há 14 bairros fiscais de repartições de finanças, mas eu só sei onde fica o 10º (conheço tão bem Lisboa...).
Fica perto do Palácio Sotto Mayor ( Obrigado Patrícia e companhia por terem me apresentado o palácio. )
Hoje à tarde fui lá, pedi uma senha, e há cerca de 15 minutos despachei a primeira declaração atrasada.
Só há 1 senão: Eu devia ser notificado de (mais) uma multa de 50€, e o software não me indicou nada. Será que me vão mandar a multa por correio? Ou estará incluída na de 124€? Ou pior ainda... O caso já está tão avançado que vou receber uma notificação para comparecer em tribunal?!
Sinceramente não quero saber. Não me serve de nada ser optimista. Prefiro não saber e nem pensar nisso.
E agora?
Agora, vou fazer as contas e entregar uma declaração de 2004. Espero que as contas batam certas e ninguém me chateie.

Segunda-feira, Agosto 06, 2007

Ser chato


Bem. Eu já fui muito mais redondo do que sou agora. Neste momento as minhas antigas T-Shirts XL ficam-me largas! Uau...
Vou voltar a usar tamanho L. Estou a achatar.
Agora a sério (não que o que eu disse antes não seja verdade...). Sou um chato.
Mas o que é que querem? Eu sou assim!

Domingo, Agosto 05, 2007

Carlost Paulonely (II)


Tenho ido todas as noites à fnac, no Colombo.
Lá tenho lido essencialmente banda desenhada.
Ontem li o excelente "Kingdom Come"
...
Não me apetece andar a chatear as pessoas com sms's...
Acho que se nunca tivesse lidado com a solidão já teria enlouquecido.

Vendo bem, quem me garante que a minha mente estará sã?

Sexta-feira, Agosto 03, 2007

+ 1 noite de código


Uma das coisas mais aborrecidas ao programar a CPcalculadoraJS 2.0 é o ter de pensar e desenhar uma interface que não seja muito aborrecida de utilizar.
Se clicarem aqui poderão ver o que tenho andado a fazer. Sim, como prometi, vou adicionar uma secção matricial à cpcalculadorajs 2.0. Irónico, é que depois de ter perdido algumas horas com código para conseguir esta interface dinâmica e funcional, ocorreu-me uma forma mais simples de implementar isto, e que permitirá expansões mais simples e mais rápidas da cpcalculadorajs.
É engraçado, que embora esteja no Colombo rodeado de centenas de pessoas, por vezes me sinta um pouco sozinho.
Não há ninguém por perto que queira dar uma opinião?
Eu já estou habituado a isso.. se calhar é por isso que cada vez mais me faltam parafusos na cabeça.
Voltando ao assunto...
Claro que a CPcalculadoraJS 2.0 apresentará os cálculos todos em LaTeX.
Eu sempre quis utilizar MathML na cpcalculadora... mas de momento é algo inviável pois poucos browsers suportam o MathML sem instalações de plugins adicionais, e uma das minhas ideias base sempre foi manter a cpcalculadorajs simples, por forma a que corra sem dar dores de cabeça a quem a usa...

Under pressure


É o título de uma canção de um grupo lá do meu tempo (acho giro já poder dizer "do meu tempo"), os Queen.
Descansem... não me apanham a cantar a menos que eu esteja mesmo distraído.
Neste momento, e já que (para não variar) na UMa não me facilitam a vida, lá estou eu a mudar os meus planos para o mês de Agosto.
A ideia de ter de pagar uma multa para ter um parecer que me diga se posso ou não inscrever na época de Setembro, depois do prazo neste momento está a afastar-se da minha mente (tentar só custa as multas... mas depois da quantidade de multas que vou ter de pagar às finanças, tenho de voltar a fazer contas à vida).
Um dos coordenadores do mestrado muito educadamente mandou-me tirar férias, que em Setembro analisavam a minha situação.
Enfim... Inscrever-me na época de Setembro, neste momento só vai aumentar a pressão que tenho sobre mim. E não me inscrever vai obrigar-me a discutir diariamente com a chata da minha consciência.
É um facto que vou estudar...
Tenho a certeza de que pelo menos para Matrizes Polinomiais vou estar mais que bem preparado.
Tenho uma probabilidade alta de estar bem preparado para Elementos Finitos e Aplicações (Há comentários que eu não posso fazer no blog porque senão mais cedo ou mais tarde teria de o fechar...)
Mas neste momento não estou com disposição de andar a pagar mais multas e ter de estudar à pressão para um exame... prefiro estudar para mim, e fazer as cadeiras quando tiver outra oportunidade. Até porque, nessa altura não vou ter de estudar para elas.
Mas confesso que desde que recebi a carta das finanças tenho andado um pilha de nervos... (porque as consequências são muito más...)
Não sei o que se passa na UMa. Se o sector de pessoal está de férias ou se está a gozar de uma tolerância de ponto devida ao Rally Vinho Madeira.
Eu agradecia que me mandassem uma segunda via dos recibos, o mais depressa possível. Está bem que a culpa não é deles, mas neste momento se eles se despachassem subiam um bocadinho na minha consideração... e ficava-lhes eternamente agradecido.
Neste momento ainda não tenho documentos que me permitam sair daqui para lá ir pessoalmente (como muito provavelmente vai ter de acontecer)!
Fogo... e anda aqui um gajo a apertar o cinto, a cortar-se de vícios (Adeus Coca-Cola, adeus Nestea, adeus Sumol) e de repente tem de gastar um balúrdio em multas e viagens.

Os tipos das finanças não podiam ter tirado férias? Eu por acaso já tinha pensado em resolver isso em Setembro, depois da época de exames (quando ainda sonhava com ela).

I'm under pressure.

Quinta-feira, Agosto 02, 2007

Como toda a gente, eu detesto burocracias, filas enormes, papelada... enfim aquelas coisas que só fazem perder tempo, paciência e juizo...
Por isso hoje decidi falar-vos de algumas das minhas

Irresponsabilidades Burrocráticas


Lá na faculdade


Uma das coisas mais estúpidas que acontece a quem volta a estudar é o não se recordar de algumas regras básicas (para me ajudar a mim que sou despistado por natureza). Por exemplo, até um dia terem me barrado a entrada numa das cantinas da Universidade de Lisboa onde eu até costumava almoçar nunca me passou pela cabeça que eu tinha de ter um cartão de estudante.
E o mais estúpido veio depois... Porque raios é que eu não tinha um cartão?
Depois de investigar um bocadinho percebi que a culpa não era minha.
E pronto, lá fui eu ao banco ver o que se passava e acabei por trazer os impressos para pedir um novo cartão. Mas... quando ia preencher os impressos... Bolas?! Onde é que está o meu BI???????????????????????????

Pedir a segunda via de um BI em Lisboa


Em primeiro lugar... descobrir até onde tenho de me dirigir: ao fim de algumas horas descobri que tinha de ir ao areeiro (arquivo de identificação) ... e em horário normal, ou alternativa: ir á loja do cidadão (que acabou por ser a melhor opção, visto que depois a veio a parte com piada: provar que eu sou eu).
Para provar que eu sou eu... eles exigiam o BI de algum familiar directo, ou cédula militar ou passaporte ou cartão de estudante... (e eu comecei a amarelar: não tinha nenhum daqueles documentos e a minha cédula militar não servia!!!)
Felizmente... aceitaram o meu cartão de utente e o meu cartão de contribuinte. Mas tive de esperar que viesse da Madeira a minha certidão de nascimento. Confesso que já tinha saudades de ver a assinatura do meu pai.

Lá na faculdade, parte 2


Neste momento, o meu BI ainda não está pronto...
No fim do 1º semestre, já sabia que muito provavelmente não iria ter direito a fazer exames em Setembro... algo que fiz questão de confirmar (e infelizmente confirmaram-me). No entanto na quinta-feira passada, no fim do prazo ocorreu-me que poderia tentar fazer um requerimento a alegar que as cadeiras que tenho para fazer não funcionarão no próximo ano lectivo. No entanto, preferi confirmar com um dos coordenadores de mestrado se a situação era possível. Depois do fim do prazo, tive uma resposta. Sim posso, mas não há garantias que defiram o meu pedido.
O prazo de inscrição já acabou, por isso seja lá quando for que entregue o requerimento e a inscrição vou ter de pagar uma multa, e não tenho garantias nenhumas de ter uma resposta positiva.

Finanças - Declarações do IRS atrasadas


Esta caíu-me mesmo mal...
Não é que lá em casa, no meio do atlântico chegou uma carta com uma multa de 124 € para eu pagar? Porque não entreguei a declaração de IRS de 2003?! Pior ainda: independentemente de quando pagar a multa tenho 10 dias úteis para entregar a declaração.
Bem... é facto que nunca entreguei uma declaração de IRS. Não ando a fugir aos impostos. É mais uma forma (estúpida da minha parte) de protesto contra a burrocracia, visto que eu tinha um contrato de regime exclusivo. E estava a ser regido pelas leis da função pública. Sempre fiz os descontos necessários... Parece-me uma estupidez ter de perder imenso tempo numa bicha só para entregar um papel, ter de aturar um funcionário que está mal disposto e que vai protestar com a minha forma de preencher o papel, (se calhar porque teve uma má formação...) e numa altura em que eu tenho problemas bem mais sérios.
A parte pior: o que é que me acontece se eu não entregar a #$%#$%#$% declaração?
Acreditem: não querem saber. Entreguem sempre aquelas #$%#$%#$%#$% a tempo e horas...
O burro ainda sou eu...
A parte com piada: eu não tenho os recibos de vencimento (alguns, nunca tive) ... isso significa que vou mesmo ter de voltar ao inferno, onde tentei nunca mais voltar