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terça-feira, 4 de agosto de 2026

Jogos psicológicos.

 Como disse no texto anterior, nos últimos anos em que fui explicador, "fui psicólogo" (não me confundam com os profissionais, por favor, eu nem sequer posso ser considerado amador).
Uma das coisas que tive de dizer a uma pessoa foi: "Se é fonte de stress, reavalia se queres mesmo isso. "
Em particular, amigos e conhecidos não devem ser fontes constantes de stress.

[Pessoalmente, não gosto de ser fonte de stress para ninguém.] 

No entanto parece que há quem goste de infernizar a vida dos outros. 
Conheci muita gente assim ao longo da minha [ vida ].
Cada um tem as suas experiências, o seu percurso. 
Ás vezes podemos aprender com os outros. 

Aprender... não é levar com 'imposição de verdades'.
Isso é má psicologia, às vezes até parece lavagem cerebral.
Um psicólogo que imponha 'soluções' é mau profissional (nem  vou dizer má pessoa ...) 

Não sou um psicólogo a sério. Sou uma pessoa. Se puder ajudar ajudo. 
Prefiro deixar psicologia para os profissionais. Estudaram para isso.
Eu... sou matemaníaco, e mesmo assim nem eu bombardeio as pessoas com Matemática, ou Física, ou outra ciencia exacta.

Quando tentam me impor soluções incompatíveis comigo eu reajo como um transplante que não funciona. Os meus 'anticorpos' reagem.
No meu mestrado na Nova, a certa altura a coordenadora disse uma série de disparates, que me levaram à questão: eu entreguei uma fotocópia autenticada do meu certificado de habilitações,.. ela leu-o? E o meu CV? 
Para que se pedem coisas que não se lêem?

Defendeu o indefensável (parece ser uma prática comum no mundo académico e que muitas vezes me fez questionar "who watches the watchers?")

Vamos lá a uma analogia: Faz-se uma transfusão de sangue de uma lesma para um ser humano?
As soluções de uns não funcionam para outros.

Eu não gosto de impor 'as minhas verdades', as minhas soluções, nem reajo bem quando me impoem coisas incompativeis comigo...

Isto é um conhecimento útil. Em particular, não se consegue ensinar quem está decidido a não aprender.
Também não serve para professor, quem em vez de ensinar quer impor a sua visão do mundo.

Sempre que me despedi de alunos, foi com um "dá notícias, não por obrigação, já não és meu aluno..." não gosto que as pessoas se sintam obrigadas, e obviamente, quero que sigam suas vidas. A minha... é uma incógnita, mas é problema meu.
A grande maioria desapareceu. Alguns, dão sinal de vida de vez em quando.
Não sou, nem nunca fui fã de jogadas psicológicas, por isso, isto não é nenhum recado.
Também não gosto de jogadas desonestas de poder.

"Isso está errado porque tenho mais experiencia que tu."
"Vais fazer o que eu quero como eu quero."
"Peço desculpa, não sabia quem você é."
"É pegar ou largar..."

( e ouvi muitas mais, só estou a repetir algumas das que já contei nos meus textos, nos  meus blogues, provavelmente pela última vez )

Posso não ser o psicólogo ideal, no entanto respeito as pessoas.
A mim, lê quem quer, ouve quem quer, atura quem quer.
Se não quiser, pode ir embora, não gosto de "ser só mais um". 
Muito menos de ser chato.

Gosto de poder dizer 'Até um dia'... e um dia as pessoas voltam porque querem.
Não por obrigação... por pressão, algum sentimento de respeito, ou pior, stress. 

Stress é contraproducente. Até tira saúde...

Termino este texto, caro leitor, com um "Até um dia". 
Volte quando e se quiser. Aqui, será sempre bem vindo, se não vier com imposições porque aqui, é o meu cantinho.


Eu devo voltar um dia. :)
Hoje [quero dizer, no dia em que escrevi este texto] as dores estiveram péssimas, e estando sozinho, estive a divagar.

Se calhar, eu deveria dar férias ao blog. 
Este blog nem sequer comentários tem recebido. Não é por haver moderação... Não há textos a moderar.

segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Escolhas erradas, um legado vazio

 Nos últimos anos em que dei explicações, fui mais psicólogo do que explicador ou matemático.

Psicólogo está muito longe de ser a minha vocação, mas percebi que há muita gente a dar aulas, principalmente no "alegadamente ensino, alegadamente superior" que não deveria estar a dar aulas. Ensinar, não ensinam... e a avaliação é suspeita. 
Alunos que foram aprovados sem os conhecimentos mínimos para avançarem, mas avançaram.

Ficaram a precisar de explicações para preencher o vazio que outros deixaram.
A culpa de 'não saber' não dependia exclusivamente dos alunos.

Não julgar os alunos faz parte do processo. Os percursos e vidas de cada um dos que me chegaram, incluiam escolhas erradas. 
Essas escolhas nem sempre eram deles...

Recentemente, o ministério da educação português, para resolver o problema da falta de professores, alargou a lista das pessoas que podem exercer a profissão de professor.

Bem... depois de uma série de erros dos governos anteriores, das mais variadas cores políticas, esta é só mais uma. 

O problema tem de ser resolvido e uma solução nunca agradará a todos. 
Só que esta...  comprovadamente é mais uma que vai trazer problemas.

Para mim? Eu tenho dor crónica... não me ponham alunos à frente.

Preciso de ganhar dinheiro, mas não a dar cabo do que me sobra de paciência.

Por falar em paciência...  nem (me ponham) a ter de lidar com quem não tem paciência para mim.

O meu legado... será algo como este blog. Textos para quem tiver paciência de ler.

Paciência que pouca gente tem

O meu legado... será vazio.


Vou por o smartphone a carregar. 
Até amanhã...
Ou até nunca. 

sábado, 1 de agosto de 2026

Gestão de espaço

 


A pasta interna do meu Whatsapp no meu smartphone tende a ficar muito grande. No meu smartphone anterior tinha dezenas de gigabytes, e eu nem sou assim tão social.
[ eu recebo algumas coisas grandes, e não são spam/memes etc..] que de facto, são coisas que nem precisam de ficar guardadas... "Ver uma só vez" não é solução, por isso adoptei esta solução (imagem) que um ex-colega professor usa: tudo é temporário. Coisas mais importantes, faço screenshots ou guardo fora do smartphone.
7 dias devem ser suficientes para eu ler as mensagens.
 Se não li, é porque morri...

Está activado à experiência.

[ exemplo: 
Mas também recebo vídeos, por exemplo, com projectos de ex-alunos.
]

Se eu perder mensagens importantes, ou notar outro inconveniente, desactivo.

Brilhante.

 


sexta-feira, 31 de julho de 2026

Toda a gente mente

É uma das frases icónicas de Dr Gregory House na série House MD.
Lembrei-me dela ao ler o texto mais recente que partilhei em Daqui e Dali , o texto As mentiras mais comuns que todas as pessoas dizem .
Com uma dor perpétua, parece que ganhei algumas características do personagem... e mais algumas. Em particular, tornei-me detector de mentiras. 
Claro que fica mal dizer na cara (ou, mais recentemente, nas mensagens) das pessoas "estás a mentir".
Não me enganam, fiquem lá com a sua verdade, não pensem que me enganam.
Estou velho para dramas, não tenho pachorra para desmascarar e expor.
MAS... as mentiras dizem muito sobre as pessoas. 
Mais do que imaginam.
Até as IAs mentem. No caso delas são geradores automáticos de texto. Não mentem conscientemente... porque não têm consciência.
Algumas mentiras são mais do que suficientes para me afastar... sou de poucos amigos porque nunca fui coleccionador de hipócritas.
Não é uma frase feita.
Nem mentira...

Alma Mater (II)

 Em Julho de 2004, pisei, pela ultima vez o chão do edíficio da penteada, onde nunca mais pus os pés. 

Principalmente por auto-respeito.


Neste blog comemora-se o dia 31 de Julho

quinta-feira, 30 de julho de 2026

B-4 U ...

 


Este texto recordou-me este post

https://cpaulof2020.blogspot.com/2024/07/boatos.html ... 

E que de facto, há ali uns capítulos que vindo a público seriam bem escandalosos. 

Oh, mas ninguém quer saber. Usar as aulas para falar de assuntos extra-curriculares além de pouco profissional é cobardia.
Eu tenho um blog... 
 quem quiser, mas, se eu vos contar a história de como abri a minha conta facebook, se calhar, muita gente ficará chocada...

quarta-feira, 29 de julho de 2026

Maus investimentos, más decisões

    Olhando para uma folha de cálculo, vejo que o meu pior investimento foi a minha licenciatura.
Seguem-se as minhas frequências de mestrados.
Pior investimento, porque, nunca recuperei o dinheiro investido.
Obviamente deixa-me preocupado porque, com dor crónica, as minhas capacidades e possibilidades de trabalho reduzem-se drasticamente, e daqui a 20 anos é suposto eu estar reformado.

Estando a precisar de dinheiro também aprendi que nem tudo é aceitável.

O maior insulto que fizeram foi um emprego onde não ganhava um salário mínimo com um "pegar ou largar".
    Obviamente, recusei.

Fora isso, há um filho da puta (com as letras todas, e podem confirmar em todos os meus blogs, é a primeira vez que uso o termo ) mal informado, que não distingue opinião de facto, dá aulas na universidade da Madeira que tem o mau hábito de falar de mim nas aulas, a pessoas que não conheço de lado nenhum.
 A informação espalhou-se, distorceu-se e fez estrago.
Os meus blogues, mesmo sem referir nomes, são muito mais fiáveis: têm informação em primeira mão, sem passar por intermediários.
"Você é que é o famoso Carlos Paulo?"
A certa altura fiquei farto de boatos .

Sobre a minha licenciatura, o texto "Alma Mater (I)" mostra como foi mau o investimento. A ironia é que ainda ouvi coisas engraçadas de quem não faz ideia do que diz, como a licenciatura tornou-me perito em estatística. Eu tive UMA única cadeira de probabilidades e estatística na licenciatura toda (I), e está bem longe de ser a melhor ou mais interessante que já vi - Fez-me rir quando me falaram em saídas profissionais em Estatística. 
 Aprendi mais sobre o assunto mais de 15 anos depois.
    Já que falei de folha de cálculo, por exemplo, na licenciatura nunca tive uma única cadeira onde usasse sequer folhas de cálculo, curioso, porque tive duas disciplinas com isso no secundário, e na altura estive em ciências.


    Eu nunca concordei nem concordarei com avaliações não objectivas (isso inclui "passagens administrativas", e fraudes ).
Dada a qualidade de algum "alegadamente ensino, alegadamente superior" a que assisti, onde cheguei a levar na cara com um "a ti só te faço um exame para chumbar", e depois disso recusei-me, por escrito, a voltar a trabalhar com aquele professor, ou, só por exemplo, o caso que reportei no texto "Tabus no século XXI (I)", eu sei que elas existem.

A recente trapalhada com a digitalização de exames no ensino superior, fez com que se perdessem páginas de exames. Como se é justo para um aluno a quem o sistema perdeu páginas de exame? Como podem ver pelo texto à esquerda... Deram a nota máxima nas respostas perdidas. Hum... e os alunos que tiveram as respostas erradas mas não tiveram a sorte de ter as suas respostas perdidas?
Isto não é igualdade nem equidade...
Ali a aluna Filipa Lencastre não tem culpa da trapalhada, mas a avaliação deixou de ser transparente.
Recordo que, como já disse em textos anteriores, que tive cadeiras onde a minha nota já estava decidida antes de eu entrar na sala.

Discordo de qualquer exame onde o aluno não fique com uma cópia do enunciado (como as actuais provas finais de terceiro ciclo, ou de alguns snobs de ensino superior), e de "exames tipo", porque na verdade, não avaliam coisa nenhuma.
Estamos a enviar os nossos jovens para instituições onde isto acontece? Não me venham com a treta do "há sempre um". Estão a defender o indefensável. E isso também faz de vocês uns filhos da puta!
Lembrem-se disso se algum dia eu estiver a viver debaixo de uma ponte, ou equivalente.

quarta-feira, 22 de julho de 2026

Erros e gralhas.

 Ás vezes ao reler textos meus aqui no blog, acabo a corrigir palavras e frases. Não é que ontem "esporádico" converteu-se em "exporádico"?

Eu prefiro erros ortográficos a acordo ortográfico, mas aquele chocou-me. Por outro lado tanto as dores como a medicação para as dores desligam a minha atenção a detalhes desses

Melhores dias virão. Têm de vir!



terça-feira, 21 de julho de 2026

Extraordinário? Não, só mais um.

 "Extraordinary claims require extraordinary evidence" - Carl Sagan

Hoje em dia, há a pressão para publicar. Sejam jornais sejam artigos no mundo académico, ou tretas nas redes sociais. 

Sim, " Tretas". A verdade não é prioridade. A prioridade é audiência.

No mundo académico, também percebi muito cedo que a prioridade não é a verdade, e nem sequer se dão ao trabalho de fingir [ pessoalmente tenho histórias bem localizadas no espaço e no tempo, em 1998, 1999, 2004, 2006, 2007, 2008, 2011 ] e em que nunca fui sequer ouvido. 
Em 2010, aconteceu-me uma que me fez ver que se calhar, andar com o telemóvel/smartphone com um gravador ligado, não é má ideia, mesmo que legalmente não sirva de nada e até seja ilegal.

Se notarem bem, os meus blogs não têm publicações regulares. Não escrevo porque tenho de cumprir prazos.

O actual caos nos exames nacionais, merece um texto, melhor e mais racional que a minha paródia "Exames 2026" . Merecer, não significa que o vá escrever. Há tanto ruído publicado em todo o lado que eu serei apenas mais um.
E a menos que eu esteja a escrever ficção, não gosto de fazer afirmações sem provas.

Mesmo como matemático, nunca gostei de usar resultados sem ver provas. Isso fez-me odiar, por exemplo, Investigação Operacional na licenciatura.

Para usar uma TV, um smartphone, ou um computador não tenho de compreender a electrónica por detrás dele. Mas sendo eu matemático, usar Matemática sem perceber porque ela funciona, já é lacuna. É ... seguir uma religião. 

Sabem, há resultados errados.
Durante a pandemia, apareceu-me um aluno que tinha obrigatoriamente de usar uma tabela de integrais dada pela professora dele. Um dos resultados estava claramente errado. Ao deduzir a formula obtinha-se um resultado diferente.

Ao comparar com resultados obtidos via análise numérica, o resultado deduzido batia certo, e o do formulário não. Recorrendo ao Wolfram Alpha (que também erra...) a fórmula obtida coincidia com a deduzida, não com a do formulário.

Fabricando um exemplo que deveria ter resultado zero... a fórmula não dava zero.

Corrigir o formulário? Claro que não. A professora não podia estar enganada. O seu cargo era divino.

O aluno mostrou-lhe... ela não corrigiu. :)

Este mundo precisa de espíritos críticos, não de pessoas que usam o posto para impor 'a sua verdade', mesmo havendo provas irrefutáveis contra elas...

Não gosto de sensacionalismo, nem do 'publish or perish'.
Não é o livrar-me das dores, se algum dia acontecer, que me tornará num spammer regular.

Até porque não quero aborrecer as pessoas.
 Só tenho 560 followers no facebook. Número que em vez de aumentar, de vez em  quando desce :)


São 17:00 e eu estou sentado num snack-bar, a escrever num smartphone, farto da telenovela dos exames nacionais.