Se alguém aparecesse para um Xadrez, normalmente eu aceitaria.
Hoje é uma das infelizes excepções.
Agora, pelo 10° aniversário de Pokémon Go, estão a (re)aparecer todos os Pikachus especiais que já passaram pelo jogo.
Eu fiquei surpreendido ao ver um pikachu Pai Natal, até ter prestado atenção ao que se passa...
Este tipo de questões é Matemática?
As contas são minhas. Fi-las no café hoje de manhã. [ as coisas que eu faço para ignorar as dores ]
Sabem... isto não é matemática.[ A foto é do antigo blog... antiga vida]
Larguei aquilo... Voltei para casa. Liguei a playstation Classic à minha engenhoca de captura de vídeo, joguei Metal Gear Solid. Derrotei aquele ninja chato e salvei o Hal Emmerich, aka, Otacom. Gravei, e fui dormir.
Acordei já depois do fim do jogo de Inglaterra.
As dores estavam más.
Inglaterra perdeu... Não melhorou o meu humor. Todos os argentinos que conheci pessoalmente são fdps. Não julgo uma nação à custa deles, mas nunca apoiaria a Argentina.
Dois golos perto do fim.
Bah... vamos lá ser enfermeiro.
Fui à casa de banho. No curto espaço em que lá estive, o meu pai fez um daqueles disparates que só as pessoas com Alzheimer fazem.
-_-
E a noite só está a começar. Vou esperar que ele adormeça para eu tomar a minha medicação.
Dores, hoje não estou para vos aturar....
"Alguém estará interessado num livro escrito por um homem solitário?
Se é solitário, seus assuntos nem interessam a quem o conhece."
Conhecem a história de Pedro e o Lobo?
Bem, se pesquisarem online, vão encontrar várias.
Vou contar a versão que eu conheço, e (re)encontrei em
https://www.lapismagico.com/contos-tradicionais/o-pedro-e-o-lobo/
O Pedro era um pastor. O seu trabalho era tomar conta das ovelhas enquanto pastavam. Por vezes, Pedro ficava aborrecido por estar sozinho, sem ninguém com quem brincar ou falar.
Um dia resolveu fazer uma brincadeira para se divertir.
Desatou a gritar:
– Lobo, lobo, socorro, está aqui um lobo!
Lá em baixo na aldeia todos ouviram a gritaria desataram a correr para ajudar o Pedro a afugentar o lobo, mas quando chegaram lá não havia lobo nenhum.
O Pedro fartou-se de rir ao ver o ar dos aldeões vermelhos de tanto correr com a preocupação. Quem não achou piada nenhuma à brincadeira foram os aldeões que ficaram muito chateados ao perceber que era um falso alarme e viraram costas.
Noutro dia o Pedro resolveu repetir a brincadeira para ver se os aldeões voltavam a cair na partida.
Desatou a gritar:
– Lobo, lobo, socorro, está aqui um lobo!
Os aldeões nem pensaram duas vezes e correram para ajudar o Pedro. Mais uma vez mas não havia lobo nenhum. O Pedro desatou a rir e os aldeões desta vez ficaram mais chateados ainda e foram embora a barafustar.
Passados uns dias ouviu-se em toda a aldeia o Pedro a gritar:
– Lobo, lobo, socorro, está aqui um lobo!
Desta vez os aldeões olharam uns para os outros e encolheram os ombros. Para não serem enganados mais uma vez deixaram-se ficar nos mesmo lugar e ignoraram os gritos do Pedro.
O Pedro continuou a gritar. Desta vez era mesmo um lobo que estava a matar as ovelhas.
– Porque é que ninguém me ajudou? – perguntou o Pedro a chorar. Agora fiquei sem ovelhas.
Perante a tristeza do Pedro os aldeões deram-lhe uma lição e explicaram que não ajudaram porque pensaram que se tratava de mais uma brincadeira. Então Pedro percebeu que com coisas sérias não se deve brincar para sermos levados a sério quando for necessário.
Faz hoje uma semana, estava eu aqui, sentado a uma mesa, no Camacha shopping, sem consumir, quando recebi uma mensagem com um convite para um café.
Eram ex-alunos.
Há quase dois anos que mal saio daqui da zona, numa espécie de prisão quase domiciliária.
Ter notícias de ex-alunos é sempre bom, quer as coisas estejam a correr bem ou não.
Puderam ver parte de algumas coisas que ando a fazer...
Tive algumas novidades que não são minhas para partilhar.
O que me leva à velha questão...
Quantas pessoas, ao longo da vida, marquei pela positiva?
E dessas, quantas são capazes de fazer um desvio para uma visita?
Há dois tipos de professores que recordamos na vida.
Os excelentes e os péssimos. Os outros, a memória apaga...
Da minha parte, não tenho qualquer interesse em ser má recordação.
Ser apagado, não é mau. Ao menos, não sou vilão.
Hoje as dores estão particularmente más.
Dor crónica é incompatível com muita coisa que fiz, e gostaria de fazer. É até incompatível com a minha função de enfermeiro improvisado.
Recentemente, fui abordado na rua. Pagaram-me um café...
Obviamente, não nasci ontem. Sabia que vinha ali história.
E veio.
Queriam que eu aldrabasse uma avaliação.
-_-
Vamos lá ver... eu não estou em condições físicas de dar explicações online sequer.
E vão me contactar LOGO para vigarizar uma avaliação?
Se há algo mais insuportável que as minhas dores, são vigaristas.
Em 2006, em Lisboa, tive de mudar de casa...
Depois de visitar literalmente mais de 30 casas, percebi claramente como funcionavam os quartos alugados na capital do país...
Então recebi um email de um (alegado) leitor de uma versão anterior deste blog.
Havia um quarto para mim.
A cavalo dado não se olha o dente, certo?
Bem, uma colega de casa revelou-me algo perturbador: Ninguém lá dentro sabia que o meu novo quarto estava para alugar..
Um dia, ao pagar a renda, a nova senhoria descaíu-se e então percebi que além de na altura estar a atravessar um inferno, tinha aceite uma oferta... justamente de um diabo.
Um puzzle que se auto-resolveu, sem eu ter feito algo para isso.
Lembrei-me da famosa frase de Winston Churchill
"If you're going through hell, keep going."
Tendo em conta a quantidade de vezes que já passei pelo inferno... é uma boa sugestão.
O problema de uma oferta do diabo, mesmo que aceite sem saber, é que não se paga com dinheiro..