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quinta-feira, 20 de fevereiro de 2025

Factos e opiniões (I)


 

Avançar para estranhos novos rumos implica não esquecer factos, ou erros de conhecidos velhos rumos vão ser repetidos. 

E nesse caso, valerá a pena avançar para estranhos novos rumos?

domingo, 16 de fevereiro de 2025

Defender o indefensável.

Muitas vezes quando contei coisas como a do texto "Tabus no século XXI (I)", ouvi muitas barbaridades.

"Oh isso acontece em todo o lado"

Céus... por toda a gente cometer um crime torna-se legítimo? Só mostra que há algo bem errado no "ensino superior". Vou passar a chamar "Ensino alegadamente superior".

"Isso é falta de amor à camisola"

Falta de amor à camisola? A sério que vão usar isso? Falta de amor à camisola é por parte de quem comete essas atrocidades. Deixem de enfiar a cabeça na areia.

Menosprezar, negar etc...

Antes de mais nada isto é insultar-me a mim e a muita gente

Isto tambem aconteceu quando observei que num mestrado os programas não correspondiam aos que me foram apresentados...

(Notável excepção - O Professor Jorge Buescu disse logo, sem rodeios e sem problemas em admitir " O programa não é esse porque não fui eu que escrevi esse programa" - custa assim tanto ser honesto? )

A arrogante mentalidade do "deixa andar, vamos fazer de conta que está tudo bem" explica muita coisa, e se não for resolvida a bem, um dia pode acabar a ser resolvida a mal.

[ Agendado - isto foi escrito no mesmo dia em que escrevi o tal "Tabus no século XXI (I)" ]

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2025

Sei quem tu és.



Universidade Nova de Lisboa, Campus da Caparica
Sábado, 30 de Julho de 2011, 10h00m+épsilon positivo
– Paulo! Carlos Paulo!
Virei-me. Era um jovem de vinte e poucos anos.
– Sou aluno do mestrado. Sei quem tu és. Ouvi dizer que te ias embora.
– Tenho as minhas razões.
– Eu fiz esta cadeira... encontrei estas gralhas todas neste pdf, falei com o professor, e ele disse que já as tinhas apontado, mas ele não tinha levado a sério.
(Eu não disse nada, olhei para o documento.)
– Sim, lembro-me.
– Quer dizer, uma pessoa como tu avisa sobre estas gralhas e não se corrige? Isto não são observações de quem não faz ideia do que diz.
– Eu sei, tenho noção. Também sabia que não iam ser corrigidas. 
– Ele mandou este TPC mas nem ele próprio conseguiu fazer.
(ri-me)
– Não me choca. Isso foi tirado de um pdf que eu lhe dei, que de óbvio não tem muito.
– Não devias ir embora...
– Esta aventura devia ter durado dois anos, já vai em cinco. Não por incompetência, orgulho, ou desleixo meu. O prejuizo que me deu a nivel financeiro, pessoal, moral e até de saúde, foi bem duro.
 Eu acabei de ter alta do Hospital Garcia Orta, pela segunda vez neste ano.
 Nota que nem levaram a sério quando falei dessas gralhas. Eu vou mesmo embora.


Como partilhei em Dezembro...


Nunca mais soube nada desse rapaz. 
Mas algumas das pessoas que conheci por lá, sempre que passam pela Madeira, dão sinal de vida.

PS:

domingo, 9 de fevereiro de 2025

Tabus no século XXI (III)

 


Quando olho para vilões em séries de TV ou filmes, eu recordo alguns dos que conheci na vida real. Fazendo a comparação... alguns dos que eu conheci são piores, e, contrariamente aos da ficção, ganharam! Na vida real, os vilões conseguem ganhar.

Em Lisboa, na fcul tive aulas com uma professora que foi uma das pessoas mais maquiavélicas que conheci. Descaiu-se quando lhe saíu uma frase da boca onde referiu o seminário da minha licenciatura, algo de que eu nunca tinha falado e que eu até tinha tentado esquecer...

Eu já tinha notado que a avaliação da cadeira estava bem viciada. A mulher bombardeava-nos com trabalhos (a tal a quem eu disse-lhe na cara que eu tinha outras cadeiras), e 'dava notas por baixo'. Aquilo deu bronca quando pela segunda vez vi um trabalho mal corrigido. A primeira  podia ter sido um lapso... na segunda, percebi que não. Nesse dia, sem ter aberto a mochila, reparei que ela contradizia algo que eu escrevi.

Apontei para um parágrafo do meu trabalho, e mostrei que a minha mochila ainda estava fechada, para ela nem pensar em me acusar de ter vandalizado/alterado o trabalho. Saíram-lhe duas frases da boca, que me revelaram (uma vez mais) que aquela avaliação não era objectiva. Na primeira frase, insinuou que eu estava ali porque os meus pais estavam a pagar ( não, estava a sair do meu bolso, era eu a pagar e bem caro...), na segunda, bem ... percebi que a avaliação era mais sobre ideias pré-concebidas da mulher, em vez de ter realmente lido os trabalhos. 

Não me pus com meias medidas. Contactei a coordenadora de mestrado, que também se descaiu.
(esta mulher merecia um atestado de incompetência, e cheguei a ficar na dúvida se ela não era senil)

O que é que é que a nota do seminário da minha licenciatura, assunto sobre o qual propositadamente (e por razões óbvias) nunca tinha dito absolutamente nada e até então evitava falar, podia ter a ver com aquela cadeira?
Com base naquela nota especifica fizeram um juizo de valor.

(Aquela Páscoa em que estive de cama, e me acusaram de 'ter ido de férias à Madeira' foi um mimo... a minha família pode testemunhar que durante 5 anos, na Páscoa, não estive na Madeira)

Houve um terceiro professor a falar do seminário e dessa vez eu disse basta. Aqueles imbecis não faziam (nem fazem) ideia do que se passou naquele seminário, e não era eu que ia contar.





Que raio de avaliação 'objectiva' é esta onde se vai buscar um assunto externo do qual os tipos NADA sabem? Já não bastava terem-me vendido gato por lebre e dado algumas cadeiras com conteúdos que não eram os que me foram apresentados quando me candidatei?

Eu passei muitas horas à frente daqueles programas antes sequer de ter considerado candidatar-me. 

[Depois daquele seminário, garanto que eu não iria me meter numa aventura em que pudessem ir buscar assuntos que não dei.]

Não é que um dia quando expus uma dúvida à primeira referida neste post, a mulher me respondeu "Você deu isso em mecânica dos meios contínuos"? [Lei de Murphy: o que pode correr mal, vai correr mal]

O mestrado era de Matemática. Não havia ali ninguém que tivesse conhecimentos de mecânica dos meios contínuos, que nem como opção constava da licenciatura em Matemática naquela faculdade há mais de uma década. 

Eu simplesmente estava a ser sabotado, vítima de uma avaliação viciada, mais uma vez.
Tive várias provas disso.

Portanto não me digam que não é necessária uma avaliação do ensino superior.

Só que estas coisas ainda acontecem e ainda escapam à A3ES.
Não peço uma avaliação perfeita, peço mecanismos que impeçam estas coisas.

Meus amigos, um curso ser acreditado pela A3ES ainda não é garantia de qualidade.
Isto, ainda... é tabu.

Pensem bem nisto se o rumo das vossas vidas vos levar a um curso no ensino (alegadamente) superior.


PS:

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2025

Tabus no século XXI (II)

 No post anterior eu falei de algumas ideias usadas na criação do dos gráficos do jogo Elite, publicado em 1984, e que cheguei a elas sozinho.
A imagem abaixo está publicada no facebook, na minha página de explicações. Na foto, na calculadora está o meu programa com gráficos 3D a correr, e na folha em papel, os cálculos originais que fiz para determinar as coordenadas exactas de cada vértice de um icosaedro.
Aquela folha foi colocada num caderno com muito mais geometria 3D para programas de calculadoras.

Decidi procurar o tal caderno, [quero juntar as naves do Elite ao meu programa :) ] mas ironicamente, em vez dele, encontrei o meu caderno de Análise funcional I, de 1997/1998, com todas as aulas (incluindo as que eu faltei por motivos de saúde...) e que confirmam a minha afirmação do post Tabus no século XXI (I).
Eu folheei o caderno... e reli propositadamente a aula sobre completude de espaços métricos. Mantenho o que disse... não demos absolutamente nada daquilo que o outro idiota insistiu que tínhamos dado.
A verdade foi (e ainda é) esta: o tipo deu e dá as notas que quis e quer dar.
Vão proibir-me de divulgar o que ele fez?
Atrevam-se!

sábado, 1 de fevereiro de 2025

Tabus no século XXI (I)


Isto não é ficção.
Desde Setembro que não sei o que é um dia sem dores...
Por isso, hoje depois de ter lido um pedido de explicações (sabem que larguei isso) vou falar de algo que ainda hoje me causa dores. 

   
Pergunta: (peço desculpa pelo exemplo, mas tem de ser uma coisa deste tipo)
É legítimo proibir ou sugerir a uma mulher violada que fale contra o agressor?

Eu tenho isto publicado de forma anónima, algures na Internet (sim, o autor sou eu e, mais uma vez, não é ficção).

No meu ultimo ano de licenciatura eu tive um 'seminário' dividido em duas cadeiras.
Funcionou assim: tivemos a cadeira baseada na tese de doutoramento de um professor.

Chegou ao fim da 1ª cadeira, o professor deu-nos notas a todos entre 10 e 11, sem qualquer tipo de avaliação.
Por esses dias eu passava imenso tempo no hospital, cheguei a esperar 4 horas por consultas marcadas e a ter consultas desmarcadas "em cima da hora". Tenho um problema de saúde crónico ...
( Era a greve dos médicos de 1998 )

Os meus colegas foram reclamar da 'avaliação'.
O professor disse-lhes 'vocês não percebem nada disto'.

Depois de irem reclamar com a presidente do departamento, o professor decidiu
'Quem quiser outra nota que venha a oral'

Os meus colegas começaram a olhar uns para os outros 'Oral com ele?'

Eu respondi :'Eu não tenho medo dele'.
Só eu e um colega (militar) aceitámos.

No dia da oral, só apareci eu.

Assim que entrei na sala ele disse-me: "Neste momento você tem zero!"

Durante duas horas fui bombardeado com questões de todas as àreas (não, não eram só da cadeira dele...ele aparentemente estava a avaliar o meu curso). Não falhei a nada.

Ao fim das duas horas ele manda-me fazer algo que nunca fez e que alegadamente eu tinha feito em "Análise funcional". Percorri a cadeira na mente, e não, não estava lá.
 (Eu tinha a cadeira bem presente, por razões que não vêm ao assunto)

Eu parei para pensar..

Ele diz-me :' ficamos por aqui, você.é um aluno fraco mas leva 15... isso era uma.pergunta de análise funcional"

Eu respondi: não, não demos isso. Mas está na sebenta de Topologia (E está, ainda tenho...)

Assim que saí da sala fui aplaudido pelos meus colegas, mas eu disse-lhes:
 'Eu não tiro mais cursos nem faço mais avaliações nesta universidade enquanto esta besta continuar aqui'...

E desde o fim da licenciatura, não fiz mais uma única avaliação lá, e continuo a recusar-me...

[ Isto pode responder a algo que nunca respondi, e que muito boa gente deveria ter concluido sozinha ]

Sempre que eu conto isto, ou proíbem-me, ou chamam-me mentiroso.
(EU FUI O ÚNICO ALUNO NA ###### DA ORAL)
Ainda defendem o anormal.

Com o passar dos anos eu vi mais versões diferentes de Análise funcional (nomeadamente fcul, fctunl, IST). A única que vi com aquilo, foi a dele. A versão que eu tive não teve. É legítimo "avaliar" um aluno numa cadeira por algo que alegadamente teve noutra cadeira (quando não teve?)

Pior:
dar notas entre 10 e 11 a uma turma inteira sem qualquer avaliação?
(Não me venham com tretas, aquilo veio de um gerador pseudo-aleatório...)

Isto tem uma designação: 'Prepotência' .
Proibir uma pessoa de falar disto? Menosprezar o facto? Fazem ideia das consequências disto?

Desde esse ano que ouço queixas desse artista, vêm parar a mim porque as vítimas, tal como eu, deixaram de confiar na honestidade das avaliações e do sistema.

Eu passei a fazer uma coisa diferente: passei a cortar relações com quem se atreve a defender o anormal, a proibir-me de falar ou a menosprezar o que se passou comigo.

A besta imbecil nunca foi penalizada, continua a dar as notas que lhe apetece em avaliações suspeitas.

Desde esse dia que quando percebo que estou a ser sabotado, abandono o lugar.
Mas agora, "estou danificado", e a ficar velho para estas ######.

Portanto quero lá saber, fica aqui para registo, e quem se atrever a minimizar, negar, que vá para o raio que o parta e não volte a aparecer à minha frente. ISTO É GRAVE.
(Note que estou a usar o presente do indicativo)


Por estas e por outras disse a alguns alunos "Para ti, vou ter sempre tempo"

Proíbe-se uma mulher violada de acusar o violador? 

Sobre o 'isso foi dado em Análise Funcional'... Eu fiz melhoria de nota a Funcional nesse ano.  (porque... houve um acidente de que o professor da cadeira não teve culpa). GARANTO que não deu.



PS:
  • Não é a primeira vez que falo disto nos meus blogs.
    Carlos Paulices no século XXI - Burlonha, terra académica dos burlões
  • 2026-04-16 : Deixei crítica negativa, no facebook à página do curso de Matemática da universidade da Madeira, com link para este post. Foi removido.
  • 2026-04-22 : Parece que também perdi seguidores no facebook [ olhem, paciência, só não fechei aquilo porque ainda preciso daquilo]
  • O passado, por mais infeliz que seja, não se apaga.