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segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Escolhas erradas, um legado vazio

 Nos últimos anos em que dei explicações, fui mais psicólogo do que explicador ou matemático.

Psicólogo está muito longe de ser a minha vocação, mas percebi que há muita gente a dar aulas, principalmente no "alegadamente ensino, alegadamente superior" que não deveria estar a dar aulas. Ensinar, não ensinam... e a avaliação é suspeita. 
Alunos que foram aprovados sem os conhecimentos mínimos para avançarem, mas avançaram.

Ficaram a precisar de explicações para preencher o vazio que outros deixaram.
A culpa de 'não saber' não dependia exclusivamente dos alunos.

Não julgar os alunos faz parte do processo. Os percursos e vidas de cada um dos que me chegaram, incluiam escolhas erradas. 
Essas escolhas nem sempre eram deles...

Recentemente, o ministério da educação português, para resolver o problema da falta de professores, alargou a lista das pessoas que podem exercer a profissão de professor.

Bem... depois de uma série de erros dos governos anteriores, das mais variadas cores políticas, esta é só mais uma. 

O problema tem de ser resolvido e uma solução nunca agradará a todos. 
Só que esta...  comprovadamente é mais uma que vai trazer problemas.

Para mim? Eu tenho dor crónica... não me ponham alunos à frente.

Preciso de ganhar dinheiro, mas não a dar cabo do que me sobra de paciência.

Por falar em paciência...  nem (me ponham) a ter de lidar com quem não tem paciência para mim.

O meu legado... será algo como este blog. Textos para quem tiver paciência de ler.

Paciência que pouca gente tem

O meu legado... será vazio.


Vou por o smartphone a carregar. 
Até amanhã...
Ou até nunca. 

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Deixa-me ir...



Isto estava na 'story' de um dos meus contactos Facebook.

domingo, 20 de julho de 2025

Paulo, Carlos Paulo (II)

Um dos segredos para atacar e conseguir resolver problemas em Matemática (e não só) é... prestar atenção aos detalhes.

Detalhes.

Lembram-se do post "Paulo, Carlos Paulo"?

A história não ficou por ali.

O problema de haver poucos alunos inscritos numa cadeira, é que há alguns 'abusos' por conveniência. Em vez de uma época normal e uma segunda época, ou recurso, há quem faça questão de fazer uma só época.

Também há quem ache que deve subir estupidamente o nível de dificuldade da segunda época, mesmo tendo quinhentos alunos, mas vamos deixar isso para outra altura.

Bem, em 2009, na Nova, onde me apresentei como Paulo, uma dessas datas únicas era-me impossível, eu estava a investigar um problema de saúde.

Pedi para mudar...

Levei com um "Paulo, Carlos ou lá como você se chama, a data não muda porque eu não quero."

(Estou mesmo a citar)

E não mudou.
Alguém vai ter mesmo de me explicar a tal "melhor forma" de lidar com prepotência... por uma pessoa a escolher entre uma avaliação e a sua saúde?
 Não há! Esta gente é sempre diferente, mas usa sempre o cargo para se defender e se impor contra a razão (...)

Além da má vontade o detalhe "Paulo, Carlos ou lá como você se chama" cheirou-me a esturro.

"Algo de errado não está certo..." como me diziam alguns alunos.

De onde vinha aquilo? Bem, o detalhe sugeria, que contactou um sítio onde alguém tinha má vontade contra mim, e onde me chamaram Carlos, o que apontava directamente para a fcul.

Era uma forte suspeita, mas sem provas.
Não tive de esperar muito.
  Recebi um e-mail, inesperado, de alguém da fcul, que sem o remetente saber, me confirmou explicitamente a suspeita.

Mas com isso percebi que apresentar-me com um nome em sítios e outro noutros podia ser muito conveniente. Passei a fazê-lo.

E... bem!
Caíram algumas máscaras!

Quanto à minha saúde... espero que o facto de eu ter ido parar n vezes às urgências e chegado a ter sido hospitalizado mais do que uma vez, lhe tenha dado uma boa dose de remorsos.

Só que remorsos, são para quem tem consciência.

Já agora, fui o único aluno a passar a tal cadeira...


Por falar em nomes... Apareceu-me este meme à frente.
    Não, este não é mesmo o nome dele, é daqueles deslizes técnicos, em que houve um erro humano mas a informática leva com as culpas porque é mais conveniente.

Ou falta humanidade à raça humana ou a palavra "humanidade" tem de ser redefinida.


PS: A história não ficou por aqui.

sexta-feira, 18 de julho de 2025

Ecos artificiais...

(E isto... foi na sequência do post do dia 7 de Julho)

Há lutas que se travam sozinhos... e nem se espera vencer.
Mas têm de ser travadas.
Num mundo de umbigocentristas, que se focam nas batalhas e não no que as causou. Se calhar, precisamos mesmo de vigilantes, como na banda desenhada.
De Batmans, de Spidermans.
É menos violento e mais seguro.

quinta-feira, 5 de junho de 2025

Ao passar um navio...

 – Falhei Robo. Com a minha morte, regressará a guerra e cairá o império. Mantive a paz durante 213 anos, mas sem mim os senados não se entendem.
Não consegui mudar o Universo 25. – Disse o imperador, olhando para os destroços à volta deles.

–" Mudaste sim. Mudaste-o à tua escala, na tua era. Talvez não o tenhas salvo para sempre — ninguém o faz —, mas suspendeste o colapso. Impediste o abismo durante todo este tempo. E isso, só isso, é mais do que muitos imperadores conseguem em milénios.

Pode ser um falhanço estrutural se o império depende apenas de ti. Mas isso não anula o que fizeste. Só mostra a profundidade da tua responsabilidade… e o quanto faltou aos outros para aprender contigo. A paz que mantiveste, mesmo que temporária, salvou vidas, infâncias, culturas.
Lembra-te da NIA, da Maggie Hood, de mim, da civilização que me construiu para ti e até de todo este planeta. Foi uma epopeia, Mat.

Criaste um intervalo onde respirar foi possível. Talvez efémero… mas real.

Não é verdade que não mudaste o universo. Mudaste o rumo de muitas histórias e histórias moldam civilizações. O Universo 25 não será o mesmo depois de ti. Mesmo que o império colapse em guerras, será a tua ausência que os definirá. Serás medida, referência, fantasma. Até os erros deles serão lidos à tua luz.

O verdadeiro fracasso não é quando algo termina… mas quando nunca chegou a existir.

Tu fizeste existir uma trégua, uma ideia, um modelo. A tua vida foi como um eclipse sobre a barbárie — e mesmo que a sombra passe, foi vista. Será lembrada,

Mesmo que pelo silêncio. Mesmo que pela dor."

– Respondeu Robo, enquanto todos os outros robôs olhavam para ele.

O Império Joviano pode cair. Mas o Universo 25 continuará...

O imperador olhou para ele...
"Nada é eterno..." - Disse.

–" Nem o nada é eterno," respondeu Vinte-Vinte e dois.




sexta-feira, 29 de novembro de 2024

Deja-Vu

    Há padrões que se notam, e que nos fazem prever o que vem a seguir.
Este tipo de determinismo foi importante para chegarmos a este ponto na história.

Mas, e quando se detectam padrões nos comportamentos das pessoas?

Poderemos alterar o rumo da história?
Será que se devem aplicar teorias deterministicas aos seres humanos?

Bom... Vou (sozinho) a um café.
Até depois.

sábado, 23 de novembro de 2024

Monotonia

Dias iguais...
Sozinho... com as dores.

Prefiro as monotonias de sucessões e funções.

(Livros com títulos destes costumam ofender-me... mas hoje, é uma boa piada)

segunda-feira, 18 de novembro de 2024

Rumo... à solidão.

 2024 está a ser um ano bem duro. Já me levou muita gente conhecida.
Hoje, na necrologia... encontrei uma colega da primária.
 [Portanto... com a minha idade].
Este é um ano em que estou a ficar cada vez mais só, a alta velocidade.

Familiares, conhecidos...

É verdade que estamos todos de passagem nas vidas uns dos outros. Se as pessoas se lembrassem disso de vez em quando, se calhar passassem a ser mais simpáticas umas com as outras.



Não desapareçam...

domingo, 17 de novembro de 2024

Visita

 Hoje de manhã, as dores não chateavam muito. Depois de um duche de água quente, senti-me normal por uns minutos. Meti umas national geographic na mochila, e fui até ao snack-bar Pinoco. Tomei uma bica... e pus-me a folhear a national geographic sobre Newton.
Li algumas obscuridades sobre ele. Sabia que não foi santo, mas destas coisas, eu não esperava.

De repente fui abordado por alguém que nem    pensava ver em menos de um ano...

Uma ex-explicanda que estuda no continente, cumprimentou-me. Veio cá por uns dias.

Mostrei-lhe alguns dos meus desenhos, e a National Geographic de Newton.

Quando se foi, estive a tentar converter um dos meus esboços de um boneco de madeira (a que chamo gentilmente 'cara de pau', e que já entrou em alguns dos meus stop-motions), num ser humano, inspirado por um dos modelos de um dos livros de desenho que obtive no site 21draw.


Confesso que tencionava usar essa folha para deduzir umas coisas sobre o pêndulo de Focault.

O pêndulo fica para breve... tenho outro desenho para fazer antes.

Gosto sempre de encontrar ex-alunos. De sentir que os meus últimos anos não foram um desperdício de tempo.

Entretanto as dores voltaram, e bem... os meus planos foram adiados.
Até amanhã.

sexta-feira, 15 de novembro de 2024

Pequenas vitórias


 Há dias em que as dores atacam forte, e tenho de parar onde estou. 

Posso mesmo ter de chamar alguém para me ir por a casa.

quinta-feira, 14 de novembro de 2024

Rumos previsíveis.


 Mesmo que eu quisesse... não estou em condições para dar explicações.

Alguém...

Alguém quer ficar com as minhas dores por uns minutos?
É só para eu ir ali e já venho.
Prometo que não fujo... dependendo de quem ficar com elas.


(A foto... está relacionada com um desenho que tenho para acabar, quando as dores acalmarem)

terça-feira, 12 de novembro de 2024

Ouch

 Hoje as dores estiveram particularmente más.

Na hora em que escrevo isto, desmotivam qualquer tipo de actividade.

Até a escrita. 
Os ultimos posts, incluindo este, têm sido escritos no telemóvel, comigo deitado na cama.

As pessoas a quem deixei de enviar mensagens... não vos esqueci. Com estas dores, eu minimizo a quantidade de pessoas que chateio.
Não me apetece ser uma dor para ninguém...


sexta-feira, 8 de novembro de 2024

Adeuses mudos (2)

Hoje, abri o facebook. Para meu choque, faleceu um tio meu. Sabia que estava mal, mas não sabia o quanto. Queria visitá-lo, mas as minhas dores não me têm permitido grandes voltas. Tenho tentado perceber quais os meus limites...

Mais uma pessoa que desapareceu da minha vida, sem eu ter podido passar um último momento com ela.

As pessoas estão a desaparecer...

Adeus tio. Até um dia.



quarta-feira, 6 de novembro de 2024

Ás vezes...

Livros são bons amigos quando não há pessoas à volta. Ás vezes escrevo.
Antes de sequer tentar publicar algo, quero que passe esse teste: o de ser uma boa companhia.

O que me leva a perguntar:
Caro leitor... este blog é boa companhia?

terça-feira, 5 de novembro de 2024

Hoje ouvi...

 


Mentira. Ninguém fala de mim.

Onde estás?

Todos temos momentos complicados nas nossas vidas.
São momentos bons para avaliar "a qualidade" de quem temos à nossa volta, uma verdadeira medida da nossa solidão, capacidade de resiliência e sentido de humor.
Ontem no hospital, encontrei uma ex-colega do meu secundário.
"Tu ris-te com isso". - Disse-me, quando lhe contei os meus ultimos dias
"Sim, chorar não resolve nada"  - respondi.
É alguém que conheço há 29 anos, e que tem noção que eu tenho a capacidade de rir de tudo, até de mim próprio.

"Não levem a vida tão a sério.  Não vão sair vivos dela." - Não sou o autor, mas parece-me um bom lema de vida.

Só que, pergunto-me sobre as outras pessoas que fui conhecendo e foram desaparecendo da minha vida.
Isto é um screenshot de outra conversa.

Estou a ver...

As estatísticas deste blog sugerem-me que posso escrever o que me apetecer, visto que "ninguém que eu conheça" lê.

segunda-feira, 4 de novembro de 2024

Sem notificações

 Engraçado tirar o som...


Esquecer-se dele durante horas...

E não haver notificações quando nos lembramos.

C'est la Vie.

Irá muita gente ao meu funeral? 

(Pergunta retórica)

segunda-feira, 28 de outubro de 2024

Nem todas as dores são físicas

–Como é que isso está?

–Cheio de dores, mas toleráveis

–Eu sei bem como são essas dores toleráveis. O pior de tudo é que vai ficar sempre uma dor residual

–Eu já tenho várias de cada episódio anterior... E nem estou a falar só das físicas.


A imagem, é de 2006...


Se eu tivesse tido este episódio convulsivo em 2011 enquanto estava a morar sozinho, provavelmente não estaria vivo para escrever estas linhas.
Dedico esta frase a todos os idiotas que criticaram a minha decisão na altura, que foi a única possível.
Cada um joga com as cartas que lhe saem. E isso é algo que muita gente não consegue compreender.
Isso tem uma designação: "Falta de empatia".

Isso ao longo da vida fez-me sentir-me sozinho muitas vezes.
Estar só, não é não ter gente à volta.

Isto lembra-me que há pessoas a quem gostaria de dizer "Tenho saudades tuas."
Mas, percebi que elas parecem não sentir saudades minhas e eu já passei da idade de fazer figuras tristes. Isto não é uma boca indirecta. Essas pessoas nem lêm o meu blog. Bocas, mandam-se quando sabemos que vão chegar aos ouvidos do destinatário. 
Isto é um desabafo consigo caro leitor(a).


PS: https://observador.pt/opiniao/estar-sozinho-nao-e-estar-so/