Quando 'o sistema' falha muitas vezes, a vítima deixa de confiar no sistema e procura alternativas.
Isso justifica e bem muitas decisões que tomei ao longo da vida. Uma coisa, são falhas pontuais.
Outra, são falhas agressivas, e mesmo hostis.
No meu caso, a verdade crua é: eu não falhei ao sistema, o sistema falhou-me a mim.
Consigo provar vários casos, noutros, havia ali corrupção deliberada de quem sabia bem o que estava a fazer para não deixar provas.
Nestas circunstâncias, eu quero mesmo manter-me longe do sistema.
Eu não estou a ficar mais novo, e cheguei a um ponto em que não me posso dar ao luxo de suportar mais desonestidade.
Posso fazer algumas apostas, mas apostas, são jogo. Podem falhar.
[ Atenção, isto é metáfora ].
Por isso 'novos rumos' deixaram de poder ser decididos com as regras de antigos rumos.
É perigoso ignorar as lições que a vida me deu, num mundo onde pessoas não assumem erros.
Onde a verdade é camuflada por ser inconveniente.
Onde as aparências iludem, e as pessoas são descartáveis.
Sobreviver ... começou a ser difícil.
Ainda antes de terem-me aparecido as dores.
Sento-me à frente de um computador e vejo "máquinas de fazer dinheiro".
Não sou ingénuo. Muitas histórias não sobrevivem ao pente do pensamento crítico.
As que sobrevivem passam por outro filtro: a minha experiência de vida.
Não sou anarquista. Sou alguém que foi obrigado a ver 'o sistema' a falhar e a sair impune.
Quero manter-me afastado d'o sistema' e mais do que sobreviver, eu preciso de viver.

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