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terça-feira, 21 de julho de 2026

Extraordinário? Não, só mais um.

 "Extraordinary claims require extraordinary evidence" - Carl Sagan

Hoje em dia, há a pressão para publicar. Sejam jornais sejam artigos no mundo académico, ou tretas nas redes sociais. 

Sim, " Tretas". A verdade não é prioridade. A prioridade é audiência.

No mundo académico, também percebi muito cedo que a prioridade não é a verdade, e nem sequer se dão ao trabalho de fingir [ pessoalmente tenho histórias bem localizadas no espaço e no tempo, em 1998, 1999, 2004, 2006, 2007, 2008, 2011 ] e em que nunca fui sequer ouvido. 
Em 2010, aconteceu-me uma que me fez ver que se calhar, andar com o telemóvel/smartphone com um gravador ligado, não é má ideia, mesmo que legalmente não sirva de nada e até seja ilegal.

Se notarem bem, os meus blogs não têm publicações regulares. Não escrevo porque tenho de cumprir prazos.

O actual caos nos exames nacionais, merece um texto, melhor e mais racional que a minha paródia "Exames 2026" . Merecer, não significa que o vá escrever. Há tanto ruído publicado em todo o lado que eu serei apenas mais um.
E a menos que eu esteja a escrever ficção, não gosto de fazer afirmações sem provas.

Mesmo como matemático, nunca gostei de usar resultados sem ver provas. Isso fez-me odiar, por exemplo, Investigação Operacional na licenciatura.

Para usar uma TV, um smartphone, ou um computador não tenho de compreender a electrónica por detrás dele. Mas sendo eu matemático, usar Matemática sem perceber porque ela funciona, já é lacuna. É ... seguir uma religião. 

Sabem, há resultados errados.
Durante a pandemia, apareceu-me um aluno que tinha obrigatoriamente de usar uma tabela de integrais dada pela professora dele. Um dos resultados estava claramente errado. Ao deduzir a formula obtinha-se um resultado diferente.

Ao comparar com resultados obtidos via análise numérica, o resultado deduzido batia certo, e o do formulário não. Recorrendo ao Wolfram Alpha (que também erra...) a fórmula obtida coincidia com a deduzida, não com a do formulário.

Fabricando um exemplo que deveria ter resultado zero... a fórmula não dava zero.

Corrigir o formulário? Claro que não. A professora não podia estar enganada. O seu cargo era divino.

O aluno mostrou-lhe... ela não corrigiu. :)

Este mundo precisa de espíritos críticos, não de pessoas que usam o posto para impor 'a sua verdade', mesmo havendo provas irrefutáveis contra elas...

Não gosto de sensacionalismo, nem do 'publish or perish'.
Não é o livrar-me das dores, se algum dia acontecer, que me tornará num spammer regular.

Até porque não quero aborrecer as pessoas.
 Só tenho 560 followers no facebook. Número que em vez de aumentar, de vez em  quando desce :)


São 17:00 e eu estou sentado num snack-bar, a escrever num smartphone, farto da telenovela dos exames nacionais.



segunda-feira, 13 de julho de 2026

Pedro e o Lobo

 Conhecem a história de Pedro e o Lobo?
Bem, se pesquisarem online, vão encontrar várias.
Vou contar a versão que eu conheço, e (re)encontrei em
https://www.lapismagico.com/contos-tradicionais/o-pedro-e-o-lobo/


O Pedro era um pastor. O seu trabalho era tomar conta das ovelhas enquanto pastavam. Por vezes, Pedro ficava aborrecido por estar sozinho, sem ninguém com quem brincar ou falar.
Um dia resolveu fazer uma brincadeira para se divertir.
Desatou a gritar:

– Lobo, lobo, socorro, está aqui um lobo!

Lá em baixo na aldeia todos ouviram a gritaria desataram a correr para ajudar o Pedro a afugentar o lobo, mas quando chegaram lá não havia lobo nenhum.
O Pedro fartou-se de rir ao ver o ar dos aldeões vermelhos de tanto correr com a preocupação. Quem não achou piada nenhuma à brincadeira foram os aldeões que ficaram muito chateados ao perceber que era um falso alarme e viraram costas.
Noutro dia o Pedro resolveu repetir a brincadeira para ver se os aldeões voltavam a cair na partida.
Desatou a gritar:

– Lobo, lobo, socorro, está aqui um lobo!

Os aldeões nem pensaram duas vezes e correram para ajudar o Pedro. Mais uma vez mas não havia lobo nenhum. O Pedro desatou a rir e os aldeões desta vez ficaram mais chateados ainda e foram embora a barafustar.
Passados uns dias ouviu-se em toda a aldeia o Pedro a gritar:

– Lobo, lobo, socorro, está aqui um lobo!

Desta vez os aldeões olharam uns para os outros e encolheram os ombros. Para não serem enganados mais uma vez deixaram-se ficar nos mesmo lugar e ignoraram os gritos do Pedro.
O Pedro continuou a gritar. Desta vez era mesmo um lobo que estava a matar as ovelhas.

– Porque é que ninguém me ajudou? – perguntou o Pedro a chorar. Agora fiquei sem ovelhas.

Perante a tristeza do Pedro os aldeões deram-lhe uma lição e explicaram que não ajudaram porque pensaram que se tratava de mais uma brincadeira. Então Pedro percebeu que com coisas sérias não se deve brincar para sermos levados a sério quando for necessário.


Eu conheço esta história deste pequeno.
Tenho um familiar que me faz algo semelhante por telemóvel, mas já nem tem noção (Não é o meu pai, tem Alzheimer e já nem tem noção do que é um telemóvel... entre muitas outras coisas)
Convenhamos que com uma dor "permanente" a minha paciência não é muita.
[ Eu próprio tento evitar incomodar as pessoas... se nunca leram o "acerca de", até percebem que não gosto lá muito de incomodar. ]
Passei a não ligar.
E se um dia for a sério?

A história acaba por me vir à mente algumas vezes. Até porque ao percorrer a lista de contactos eu tenho lá um Pedro Lobo!

domingo, 12 de julho de 2026

Faz hoje uma semana...

 Faz hoje uma semana, estava eu aqui, sentado a uma mesa, no Camacha shopping, sem consumir, quando recebi uma mensagem com um convite para um café.

Eram ex-alunos.

Há quase dois anos que mal saio daqui da zona, numa espécie de prisão quase domiciliária.

Ter notícias de ex-alunos é sempre bom, quer as coisas estejam a correr bem ou não.

Puderam ver parte de algumas coisas que ando a fazer...

Tive algumas novidades que não são minhas para partilhar.

O que me leva à velha questão... 

Quantas pessoas, ao longo da vida, marquei pela positiva?
E dessas, quantas são capazes de fazer um desvio para uma visita?

Há dois tipos de professores que recordamos na vida.
Os excelentes e os péssimos. Os outros, a memória apaga...

Da minha parte, não tenho qualquer interesse em ser má recordação. 

Ser apagado, não é mau. Ao menos, não sou vilão.





sábado, 2 de maio de 2026

Há dias...

 Há dias, abri o google.
 Escrevi 'CarlosPaulices'. 

Zero resultados.

Estranho quando escrevo pelo menos desde 2005.
Tentei 'Carlos Paulices',
 'Carlos Paulices no século XXI'
'Estranhos novos rumos'.
Nada.
Algumas inteligencias artificiais confirmaram-me que o meu Blog está indexado    
Há dias...
Há dias assim.

Amigos, eu estou a tratar dum backup duradoro  do meu blog.


Sabem? Antes era logo o primeiro da lista.
Não vou entrar em especulações nem teorias da conspiração. Sou muito honesto para isso.

[ Realmente, honestidade trouxe-me longe... será que já é tarde para mudar? ]

sexta-feira, 1 de maio de 2026

4 luzes

 Ninguém dá uma má crítica à sua "Alma Mater" sem uma boa razão.

No episódio de Star Trek TNG, "Chain of command (part II )"
Jean Luc Picard foi capturado pelos cardassian, e torturado intensamente por Gul Madred.

Gul Madred oferece a Picard uma escolha: permantecer em cativeiro o resto da vida ou viver em conforto, mostrando-lhe 4 luzes mas forçando-o a  admitir que vê 5 luzes.

Picard, sob tortura diz sempre "Eu vejo 4 luzes".

No fim, quando após diplomacia, Picard foi libertado, ele virou-se para Madred e gritou
"EU VEJO 4 LUZES!"


 Tonou-se um meme na Internet.
 Para mim, ficou associado a uma memória.

segunda-feira, 13 de abril de 2026

Visitas

Esta versão do blog tem pouco mais de ano e meio.
Não tem clickbait, e raramente tem publicidade online.
[ Costumo partilhar os meus outros blogs, mas não este, porque a filosofia é "Lê quem quer, se quiser", o que curiosamente fez o adsense não me querer para publicidade :) - 12078 visitas deste sempre, e os locais geográficos fazem-me acreditar em bots, porque a grande maioria é de sítios onde nem se fala português ]

sábado, 31 de janeiro de 2026

Quando 'o sistema' falha

 Quando 'o sistema' falha muitas vezes, a vítima deixa de confiar no sistema e procura alternativas. 
Isso justifica e bem muitas decisões que tomei ao longo da vida. Uma coisa, são falhas pontuais. 
Outra, são falhas agressivas, e mesmo hostis.

No meu caso, a verdade crua é: eu não falhei ao sistema, o sistema falhou-me a mim.

Consigo provar vários casos, noutros, havia ali corrupção deliberada de quem sabia bem o que estava a fazer para não deixar provas.

Nestas circunstâncias, eu quero mesmo manter-me longe do sistema.

Eu não estou  a ficar mais novo, e cheguei a um ponto em que não me posso dar ao luxo de suportar mais desonestidade.
Posso fazer algumas  apostas, mas apostas, são jogo. Podem falhar. 
[ Atenção, isto é metáfora ].

Por isso 'novos rumos' deixaram de poder ser decididos com as regras de antigos rumos.

É perigoso ignorar as lições que a vida me deu, num mundo onde pessoas não assumem erros.
Onde a verdade é camuflada por ser inconveniente.
Onde as aparências iludem, e as pessoas são descartáveis.

Sobreviver ... começou a ser difícil.
Ainda antes de terem-me aparecido as dores.

Sento-me à frente de um computador e vejo "máquinas de fazer dinheiro". 
Não sou ingénuo. Muitas histórias não sobrevivem ao pente do pensamento crítico.
As que sobrevivem passam por outro filtro: a minha experiência de vida.

Não sou anarquista. Sou alguém que foi obrigado a ver 'o sistema' a falhar e a sair impune.

Quero manter-me afastado d'o sistema' e mais do  que  sobreviver, eu preciso de viver.



domingo, 16 de novembro de 2025

Hoje é dia...

 

Hum...
Aproveito para agradecer as pessoas que me toleram. Embora prefira as que gostam de mim.

sábado, 11 de outubro de 2025

Prendas mudas...

 Ás vezes oferecemos coisas às pessoas, que elas não percebem. Desaparecemos... mas aquela prenda fá-las lembrarem-se de nós. 

Prendas... que seriam desnecessárias se nunca desaparecessemos. Ou se as pessoas não desaparecessem. 

Prendas sem voz, que passam despercebidas, e que as pessoas nem sabem que lhes foram dadas. Prendas invisíveis, excepto para quem as deu.


Prendas que não gritam, não falam, nem emitem sons. Prendas mudas.

sexta-feira, 26 de setembro de 2025

Special one

 Algumas pessoas são especiais. São, e não sabem. Um dia vão embora... e deixam um vazio, que nunca será preenchido.

Pessoas que não têm de fazer nada diferente do que serem elas mesmas...




Eu não sou especial.

Faz hoje um ano, fui operado...

sábado, 13 de setembro de 2025

Política de morte...

 Eu não concordo que se utilize a morte para fazer politiquice. Mortes não naturais devem ser julgadas nos sítios próprios e não em praça pública/redes sociais, onde muitas vezes quem abre a boca fala como se estivesse embriagado/a ou tivesse o cérebro desligado. E pior: tem sempre apoiantes.

Portanto, não gosto de ver pessoas que não fazem ideia do que se passou a exigir demissões.
Como  no caso do elevador da Glória...

Por outro lado, eu não sou hipócrita.
Não vou falar bem de cabrões que me lixaram a vida, nem depois de mortos.
Provavelmente até digo no funeral 'pena que não tenha partido mais cedo... por exemplo, antes de ter me conhecido'.


quinta-feira, 11 de setembro de 2025

Igualdade


 A vida não é igual para todos. Por vezes somos julgados, condenados, insultados até publicamente frente a desconhecidos, por gente que não tem a mínima noção do que enfrentámos.

Falar é fácil. Só que "Liberdade de expressão" requer responsabilidade. Há muita gente que me complicou a vida, e nunca pagou por isso.

Nem estou a falar do post recente "Julho 2004".

A imagem refere-se à desigualdade entre homens e mulheres no mundo laboral.
Mas a verdade é que o mundo é bem mais desigual do que homens vs mulheres.

Como o leitor habitual dos meus blogs já percebeu, nem mesmo notas académicas representam grande coisa sem sabermos a história por detrás delas.

Publico este post por um mundo com menos "pdf's invertidos".

Até à próxima.

domingo, 20 de julho de 2025

Paulo, Carlos Paulo (II)

Um dos segredos para atacar e conseguir resolver problemas em Matemática (e não só) é... prestar atenção aos detalhes.

Detalhes.

Lembram-se do post "Paulo, Carlos Paulo"?

A história não ficou por ali.

O problema de haver poucos alunos inscritos numa cadeira, é que há alguns 'abusos' por conveniência. Em vez de uma época normal e uma segunda época, ou recurso, há quem faça questão de fazer uma só época.

Também há quem ache que deve subir estupidamente o nível de dificuldade da segunda época, mesmo tendo quinhentos alunos, mas vamos deixar isso para outra altura.

Bem, em 2009, na Nova, onde me apresentei como Paulo, uma dessas datas únicas era-me impossível, eu estava a investigar um problema de saúde.

Pedi para mudar...

Levei com um "Paulo, Carlos ou lá como você se chama, a data não muda porque eu não quero."

(Estou mesmo a citar)

E não mudou.
Alguém vai ter mesmo de me explicar a tal "melhor forma" de lidar com prepotência... por uma pessoa a escolher entre uma avaliação e a sua saúde?
 Não há! Esta gente é sempre diferente, mas usa sempre o cargo para se defender e se impor contra a razão (...)

Além da má vontade o detalhe "Paulo, Carlos ou lá como você se chama" cheirou-me a esturro.

"Algo de errado não está certo..." como me diziam alguns alunos.

De onde vinha aquilo? Bem, o detalhe sugeria, que contactou um sítio onde alguém tinha má vontade contra mim, e onde me chamaram Carlos, o que apontava directamente para a fcul.

Era uma forte suspeita, mas sem provas.
Não tive de esperar muito.
  Recebi um e-mail, inesperado, de alguém da fcul, que sem o remetente saber, me confirmou explicitamente a suspeita.

Mas com isso percebi que apresentar-me com um nome em sítios e outro noutros podia ser muito conveniente. Passei a fazê-lo.

E... bem!
Caíram algumas máscaras!

Quanto à minha saúde... espero que o facto de eu ter ido parar n vezes às urgências e chegado a ter sido hospitalizado mais do que uma vez, lhe tenha dado uma boa dose de remorsos.

Só que remorsos, são para quem tem consciência.

Já agora, fui o único aluno a passar a tal cadeira...


Por falar em nomes... Apareceu-me este meme à frente.
    Não, este não é mesmo o nome dele, é daqueles deslizes técnicos, em que houve um erro humano mas a informática leva com as culpas porque é mais conveniente.

Ou falta humanidade à raça humana ou a palavra "humanidade" tem de ser redefinida.


PS: A história não ficou por aqui.

quarta-feira, 9 de julho de 2025

Paulo, Carlos Paulo.

 Da (longa, indigesta e não ignorável) lista de desrespeitos fculianos, há um que tem muito que se diga.
Olhando para o título deste blog, é fácil deduzir o meu nome.

Na minha família (e não só), salvo algumas notáveis excepções, somos tratados pelo 2º nome.
Portanto, tecnicamente, o meu nome é Paulo.
Mas Paulo é um nome comum. Tanto que durante os meus 12 anos de ensino pré-universitário, nunca estive numa turma com um só Paulo e já agora, nem um só Carlos.

Por falar nisso, uma vez, numa consulta médica... chamaram 6 Carlos Paulos antes de me chamarem a mim. Eu fui o sétimo.

Nesse dia, fiz questão de perguntar à minha mãe a origem do meu nome...

    Portanto, eu fui o CP7. Ó Cristiano Ronaldo, podes ser CR7 mas eu fui CP7 antes de ti.
 Sou mais velho!

Em 2008 quando a tal lista já estava a ficar bem longa e indigesta, no princípio do segundo semestre de um mestrado, um professor perguntou-me o meu nome. 
Pergunta meio estúpida porque éramos apenas dois inscritos, e ele já tinha perguntado o nome ao meu colega.

Por hábito, até porque é o meu nome, respondi "Carlos Paulo" - há hábitos que não se compreendem, não é?

O homem olhou para mim. "Não gosto. O seu nome é Carlos."

Só me ocorreu uma coisa. Iav Ramam!
Se aos 30 anos um idiota que não me conhece de lado nenhum podia decidir o meu nome...

Iav Ramam!

Uns meses depois na Universidade Nova foi mesmo à James Bond:

O meu nome é Paulo. Carlos Paulo!

Carlos é o meu pai.




segunda-feira, 30 de junho de 2025

Estranhas novas batalhas

 Se prestarem atenção, raramente escrevo muito pouco especificamente sobre o meu presente.
Já disse que o meu pai tem a doença de Alzheimer. 
Mudou a minha fralda quando eu era bebé, espero que nunca se chateie por eu dizer que tenho de ajudar a mudar ou mesmo mudar a dele.
Podem ter deduzido por um post anterior, que é diabético (tal como eu).
E que depois da crise convulsiva do ano passado, em que parti uma vértebra, que fiquei com dores, aparentemente permanentes. [Sim, houve tarefas que passaram a exigir alguma imaginação]

Quando as dores me permitem, dou um pequeno passeio, sozinho, às vezes ainda abro o Pokémon Go... Depois paro num café ou num shopping, deixo as dores acalmarem. É nesses momentos que às vezes escrevo aqui. Ás vezes "chateio" o chatGPT, ás vezes ligo a Nintendo Switch. 
São rumos solitários.
Quando estou em condições, regresso a casa.

Já aconteceu eu ter de ligar a alguém para ir me buscar.
Não consegui fazer o percurso inverso, para casa.
Obviamente, não é algo que eu goste de fazer, de incomodar [Já leram o "acerca de"? Deviam...].
Conseguir não incomodar ninguém o dia todo é uma pequena vitória, como partilhei a 15 de Novembro de 2024 ("pequenas vitórias")

De vez em quando recebo uma mensagem de alguém que "desapareceu" há anos e de repente lembrou-se que eu existia. Para quê? Tentem adivinhar. Eu deixei aqui um texto em Janeiro de 2025.
"Mesmo que eu quisesse".

Quando estive hospitalizado em Setembro, recebi uma visita de uma ex-explicanda. Uma só, depois de muitos anos de profissão.
Pronto, um dos enfermeiros foi meu aluno (até já disse que tenho orgulho nele).
Mas estava lá porque era o emprego dele e não porque quisesse me visitar.
Estão a ver? Eu sabia que estava na altura de mudar de ares. Visitas 'por obrigação'... dispenso.

Há coisas que eu poderia contar. Piores do que qualquer coisa que já escrevi em qualquer blog. Só que há coisas que é preciso ver para crer.

Com dores, não há motivação para desenhos,cafés e teoremas .
Como já disse, nem todas as dores são físicas.

Há muitos anos tive de perceber que o que na altura pensava serem "algumas" batalhas, teria de as travar sozinho.

Afinal, "algumas" são "muitas". Estava enganado.

Ontem recebi um e-mail, que me mostrou que ainda tenho novas, e estranhas batalhas para travar. Daquelas, que por enquanto, não posso falar.



domingo, 22 de junho de 2025

Escrevendo uma história...

 "Um dia... alguém contará uma história sobre como foi ser teu aluno."

Não me apetece, nem nunca apeteceu, ser um personagem como o de algumas das histórias que conto...



sexta-feira, 20 de junho de 2025

Uma frase do dia...


 Eu já nem me lembrava que escrevi isto...