É o meu aniversário. Chegarei a 10 mensagens de parabéns?
Neste momento vai em zero... Nas redes sociais, está desactivado... não preciso de parabéns de quem passa por mim na rua e finge que não me conhece. E quem não sabe... com a minha idade, não precisa de saber.
Porque a verdade é que o tempo põe-nos a todos no nosso lugar... e um dia todos seremos esquecidos.
Update [Final do dia, 23:59:59 ] Total de mensagens: 7 [3 família, 1 ex-aluna, 1 ex-colega, 2 amigas de Lx]
https://www.youtube.com/shorts/aFTrHnEt06Q
Diariamente costumo dar um passeio de mochila supostamente impermeável às costas. Não costuma ser longo nem vou para muito longe. O tempo tem os seus dias, tal como as minhas dores. Na mochila costumo levar livros, cadernos, e às vezes calculadoras.
Há dias de repente fui apanhado por uma chuvada, mas... a àgua molhou-me (e estragou-me) um caderno de "cálculos e ideias"... dois cadernos de desenhos e algumas folhas brancas que eu ia usar para desenhar (agora vão servir de rascunho para o meu próximo post no blog Z0nα Exact4 )
Ver os meus cadernos de desenhos estragados é... desmoralizante. Podem ver alguns dos desenhos desses cadernos no meu deviantArt, na galeria sketchbook . Não tenho todos os meus desenhos digitalizados (e portanto, muito menos, online).
O caderno de cálculos e ideias... tem lá coisas únicas que nunca vi em lado nenhum. Não tenho problemas em refazer, em LaTeX... Só vou perder o meu tempo. Por outro lado... há lá coisas que não tenho interesse nenhum em partilhar.
Não vou fazer como Fermat, fazer uma afirmação e dizer que a margem é curta. Vou dizer "descubram vocês" e destruir vestígios. Um mundo com um meio académico como aquele que eu conheci, não merece contribuições minhas. Merece uma limpeza de mentalidades, de pessoas, e de regulamentos. Certas coisas deviam dar direito a registo criminal. Como a justiça já está entupida, abram uma secção nova. Criam-se novas oportunidades, novos empregos e uma nova caça às bruxas que não seria necessária se as pessoas fossem honestas.
Bom... Dias novos. Desenhos novos... E estranhos novos rumos.
Universidade Nova de Lisboa, Campus da Caparica Sábado, 30 de Julho de 2011, 10h00m+épsilon positivo
– Paulo! Carlos Paulo!
Virei-me. Era um jovem de vinte e poucos anos.
– Sou aluno do mestrado. Sei quem tu és. Ouvi dizer que te ias embora.
– Tenho as minhas razões.
– Eu fiz esta cadeira... encontrei estas gralhas todas neste pdf, falei com o professor, e ele disse que já as tinhas apontado, mas ele não tinha levado a sério.
(Eu não disse nada, olhei para o documento.)
– Sim, lembro-me.
– Quer dizer, uma pessoa como tu avisa sobre estas gralhas e não se corrige? Isto não são observações de quem não faz ideia do que diz.
– Eu sei, tenho noção. Também sabia que não iam ser corrigidas.
– Ele mandou este TPC mas nem ele próprio conseguiu fazer.
(ri-me)
– Não me choca. Isso foi tirado de um pdf que eu lhe dei, que de óbvio não tem muito.
– Não devias ir embora...
– Esta aventura devia ter durado dois anos, já vai em cinco. Não por incompetência, orgulho, ou desleixo meu. O prejuizo que me deu a nivel financeiro, pessoal, moral e até de saúde, foi bem duro. Eu acabei de ter alta do Hospital Garcia Orta, pela segunda vez neste ano. Nota que nem levaram a sério quando falei dessas gralhas. Eu vou mesmo embora. Como partilhei em Dezembro...
Nunca mais soube nada desse rapaz.
Mas algumas das pessoas que conheci por lá, sempre que passam pela Madeira, dão sinal de vida.
Bem, os posts anteriores foram agendados. Este não é. Por estes dias como as dores não me deixam ter um sono regular, muitas vezes, tiro o som do smartphone, e durmo quando consigo. Tentar disciplinar o sono é quase impossível porque consigo acordar, por exemplo, às 3 da manhã, com dores bem chatas. Hoje... "passei o dia a dormir". Acordei perto das 19h00m. As dores incomodavam. Depois do jantar saí (sozinho, como sempre), avisei a minha mãe, fui dar uma volta. [Eu não tenho hipótese de dar voltas muito longas...] Entretanto liguei para um ex-colega da universidade que tinha tentado me ligar (naturalmente, sem sucesso).
Quando desliguei... vi algumas tentativas de chamadas. Não fui avisado durante a chamada, nem tinha qualquer aviso no ecrã. Mas que raios? Aparentemente a minha mãe esqueceu-se, e ainda conseguiu deixar os meus irmãos preocupados comigo.
A memória da minha mãe preocupa-me. Já me basta o meu pai... e não é episódio inédito.
Eu tenho um quadro branco... vou passar a deixá-lo num sítio bem visível, com recados.
Sabes, todos os anos dizem coisas engraçadas por estas alturas. Desde resoluções de ano novo, a frases do tipo "O ano muda, mas as pessoas também deviam mudar.".. 2024 foi um ano bem mauzinho para mim. Isto de 'pessoas'... tem algo que se diga. Eu nunca fui de ficar onde não me querem, e isso inclui as vidas das pessoas.
Com o passar dos anos isso foi tendo consequências... e neste momento, bem, estou num primeiro dia do ano, na cama, cheio de dores, a não querer incomodar ninguém.
Vejo que o vídeo que fiz upload ontem... Está bem! Vídeo de hoje, de madrugada, dos 15 minutos que joguei Star Trek: Away Team já tem 20 visualizações sem eu o ter publicitado. Haverão mesmo 20 pessoas interessadas no meu conteúdo?
Se eu o publicitar aqui estarei a fazer batota. Não é a minha intenção.
Isto também leva-me a uma questão bem mais importante. Quem são as pessoas que me querem nas suas vidas? E porquê?
É!...
Feliz 2025...
PS:
Pode responder-me por mensagem. Ausência de resposta, é também resposta... e eu não vou condenar, ou sequer julgar.
Como sempre, espero não ter de recordar que este texto não é qualquer tipo de mensagem indirecta para alguém.
Na hora em que escrevo isto, desmotivam qualquer tipo de actividade.
Até a escrita. Os ultimos posts, incluindo este, têm sido escritos no telemóvel, comigo deitado na cama.
As pessoas a quem deixei de enviar mensagens... não vos esqueci. Com estas dores, eu minimizo a quantidade de pessoas que chateio. Não me apetece ser uma dor para ninguém...
–Eu sei bem como são essas dores toleráveis. O pior de tudo é que vai ficar sempre uma dor residual
–Eu já tenho várias de cada episódio anterior... E nem estou a falar só das físicas.
A imagem, é de 2006...
Se eu tivesse tido este episódio convulsivo em 2011 enquanto estava a morar sozinho, provavelmente não estaria vivo para escrever estas linhas. Dedico esta frase a todos os idiotas que criticaram a minha decisão na altura, que foi a única possível. Cada um joga com as cartas que lhe saem. E isso é algo que muita gente não consegue compreender. Isso tem uma designação: "Falta de empatia".
Isso ao longo da vida fez-me sentir-me sozinho muitas vezes. Estar só, não é não ter gente à volta.
Isto lembra-me que há pessoas a quem gostaria de dizer "Tenho saudades tuas." Mas, percebi que elas parecem não sentir saudades minhas e eu já passei da idade de fazer figuras tristes. Isto não é uma boca indirecta. Essas pessoas nem lêm o meu blog. Bocas, mandam-se quando sabemos que vão chegar aos ouvidos do destinatário. Isto é um desabafo consigo caro leitor(a).
Neste momento continuo hospitalizado. Para minha surpresa, um dos enfermeiros daqui foi meu explicando. Concluiu o curso graças ao meu apoio, e tenho muito orgulho nele. Outros ex-explicandos contactaram-me. Há quem ande a tentar explorá-los financeiramente, a oferecer-lhes emprego como explicadores mas a pagar 'uma miséria'. Ok, parem para pensar. Digam-me lá se querem ver os vossos filhos a receber muito menos do que um salário mínimo, ainda sem descontar impostos e nem falo de alimentação, depois de terem passado anos a estudar e a tirar um curso superior. Explicador é uma profissão séria. Não aceitem 'explicações low cost'. Nem como professores nem como alunos. A qualidade paga-se...
E não só a qualidade, o respeito pelos anos e trabalho que a pessoa levou a tirar o curso, e experiência de trabalho...
Não querem pagar? Ok, então não procurem explicações. Safem-se sem elas, e já agora, rezem um bocado porque nitidamente, precisam de um milagre.
O respeito pelos (bons) profissionais é bom, gosta-se e recomenda-se. Eu dou (mais) uma sugestão: um sítio que não consiga manter explicadores de um ano para o outro, é um sítio a evitar...
É uma pergunta legítima. Porque é que as pessoas desaparecem da minha vida?
Num post anterior deixei a mensagem:
Não é a distância que separa as pessoas. É o silêncio.
Terei sido 'cortado' por alegada falta de esforço?
(os horários de explicações costumam ser meio ditadores –tenho noção disso, e por isso recusei muita coisa –... até é um bocado injusto nem conseguir manter contacto com certos ex-explicandos, alguns daqueles horários roubaram tempo que eu podia ter usado para estar com outras pessoas, mas sim, a decisão também foi minha, e a partir de certa altura deixei de aceitar alguns pedidos )
Ontem recebi um telefonema. Instintivamente a primeira pergunta que fiz foi: "Foi engano?" Já o faço há anos (ver secção acerca de, neste blog)
Há um monte de anos um 'ghosting' fez-me mal. Como não gosto de ghosting, tento nunca perder o contacto com ninguém, mas também não gosto de abrir um chat e ter umas centenas de mensagens da mesma pessoa.
Se não tenho nada a dizer mando um meme, uma piada de vez em quando. Se percebo que a pessoa não está para me aturar, compreendo, e deixo-a em paz.
Mas... Há pessoas que eu perdi os contactos porque antes de usar android, usava telemóveis Nokia com sistema symbian, que... perdi (já disse como, num post anterior). Como não voltaram a entrar em contacto, assumo que eu também não era importante para elas.
Nem sequer um email.
Eu não gosto de ver pessoas a desaparecer nem de ter de as cortar da minha vida. A morte já faz isso, sem pedir autorização.
Mas o auto-respeito, também me dá certas barreiras, para nunca me esquecer do que é aceitável, e não passar por certas humilhações.
'Não desapareças'... peço, mas não imploro, e certamente, não vou correr atrás.
O mal que o outro ghosting fez, não volta a acontecer, e também não volto a falar dele.
Recentemente, ao olhar para os murais facebook de alguns ex-professores, lembrei-me do que alguns me disseram na altura. Não devemos ter muitas espectativas sobre as pessoas. No caso de professores, eu sempre tive uma: avaliações justas. Apanhei uma valente desilusão com esta.
Nunca fui de encaixar pessoas em estereotipos, mas ao longo dos anos vi muita gente a fazê-lo e a fazê-lo erradamente.
O problema é, que estas opiniões à priori sobre as pessoas têm consequências. No caso do ensino, avaliações injustas. No caso de relações interpessoais em geral, alguns desastres, e manipulações.
Hoje fui contactado por uma ex-aluna. E ela acabou a recordar-me disso sem ter noção.
Só os idiotas vão em estereótipos. Não vale a pena ter muitas espectativas sobre as pessoas. Algumas não nos conhecem, mas acham que sabem tudo sobre nós. Força! Conseguem ter menos credibilidade que os astrólogos.
PS: há pouco encontrei isto no quora.
Há mais de ... muitos anos (o muitos tem dois algarismos) que não tenho crushs. Blindei-me contra isso depois de uma situação bem desconfortável. No entanto graças a vários episódios de um passado também não muito recente, eu caio em sintomas destes. Esta receita é um estereótipo, que consegue estar errado (por exemplo, no meu caso).
Cada vez mais verdade... Mas também, quem quer saber?
Pessoas a aturar-nos por obrigação é terrível. Não as queria nem para alunos.
Começamos a notar, quando fazemos convites e a resposta é sempre 'não'.
Eu compreendo. Há pessoas e instituições que quero longe da minha vida.
É natural haver quem pense o mesmo de mim, se bem que, no meu caso, eu não faço mal a uma mosca.
A certa altura deixei de fazer convites, e eles também deixaram de entrar. Deixei de enviar mensagens, e elas deixaram de entrar.
E assim, confirmei a realidade em que vivo.
Quando só se recebem mensagens de trabalho e nem sequer uma piada ou um meme de colegas é sinal de que, ... bem ok, se eu não tinha colegas, receber disso seria esquizofrenia. Ainda bem então!
Sobraram a música...
Qual spotify, qual quê? A vantagem de se ter uma máquina do tempo, é que vou ter acesso ao winamp de há 20 anos até eu morrer, (daqui a uns milénios... )
Também sobraram os livros.
Gostaria de um dia conseguir publicar um. Só que pela quantidade de leitores dos meus blogs, não prevejo muito sucesso.
Eu não sou de usar o meu blog para mandar indirectas a ninguém em específico, mas hoje, pela primeira vez desde sempre, abro uma excepção.
Não falar de coisas sobre as quais não temos opinião, ou sobre as quais não estamos devidamente informados chama-se bom senso.
Eu não sou uma figura pública, nem influencer. Então porque é que há imbecis (eu posso chamar coisas piores) que insistem em falar explícitamente de mim nas suas aulas, e pior, transmitir opiniões erradas, e que nada valem a turmas cheias de desconhecidos? Sabem ou sequer imaginam quais as consequências disso? Os problemas que me arranjam?
Eu não admito a alguém que não tenha estado na minha pele o direito a emitir uma única opinião sobre decisões que foram minhas e só minhas... muito menos a uma sala cheia de desconhecidos. Se não consegue, consulte um psiquiatra, porque esse tipo de "pancada" já é doença.
Sabem, tirando spammers, eu até bloqueei pouca gente na vida.
Não vamos falar de mensagens. Este deve ser o primeiro texto não agendado deste blog, desde o primeiro post. As minhas 'férias' resumem-se a
caçar pokémons (Pokémon Go)
Escrever nos meus blogs (nomeadamente este e o ZonaExacta)
Fazer desenhos e uploads de desenhos para a minha conta DeviantArt
Uma outra coisa que faço sozinho, mas não vou divulgar.
Sacar memes para uma pasta (para quê, vou manter segredo).
Não, eu não saio com amigos. (Até porque dificilmente atribuo o título 'amigo' a alguém, o mais próximo que tenho são ex-alunos e ex-colegas.)
Pokémon Go, supostamente é um jogo social. Na verdade jogo sozinho e... neste momento, só recebo prendas de desconhecidos.
Ontem à noite programei um hack no meu blog ZonaExacta . O título do blog passou a ser uma imagem aleatória. Um pouco como a segunda versão deste blog.
Por falar nisso, já leu algum dos meus únicos posts (até agora) deste ano por lá?
Eu gosto dos vídeos "Isto é Matemática". Não tem nada a ver com conhecer e ter trabalhado com o Rogério Martins (que é uma excelente pessoa, uma das melhores pessoas que já conheci!).
Há vários anos ofereci um desenho a uma ex-aluna. Tinha a legenda "És uma pessoa e não um robot" (não mostro... o desenho é dela).
A sobrecarga de trabalho que alguns alunos têm não é saudável. (Uma vez disse na cara a uma professora: "Sabe? Eu tenho outras cadeiras." ) Para além da vida académica, os alunos devem poder distrair-se com outras coisas. Distribuir o tempo entre várias actividades (quem diz os alunos, na verdade, diz qualquer profissão). Eu, mais do que uma vez cheguei a ser castigado... por ter ido parar ao hospital, ou ao médico. No ano lectivo 1998/1999, com a greve dos médicos, a minha situação tornou-se bem complicada, porque fugia completamente ao meu controlo.
Nos anos 2008/2009, 2010/2011, passei por situações que não lembram ao diabo (estão descritas em versões anteriores deste blog, e não me apetece ser repetitivo). Ao procurar novos rumos, vou blindado... Se calhar, um dia publico um livro autobiográfico "Carlos Paulices". Not. Ninguém está para me aturar, quanto fará para me ler.
Portanto até o direito a ter problemas de saúde, para alguns professores, é nulo.
Esta história é um mimo. Houve um ano lectivo em que a única vez que saí foi para um almoço de estudantes de Matemática a 1 de Dezembro(feriado nacional). Essa saída, acabou publicada no facebook (não por mim), Bem... Vocês acreditam que tive um imbecil a dar-me uma valente descasca? Atenção: quem me criticou não está no meu facebook.
Quando eu vejo ex-explicandos e ex-alunos a publicar as saídas, férias, etc, ponho um like, não critico, e até sou capaz de os felicitar ou mandar uma piada. (Agora são todos ex-explicandos... já não dou mais explicações) Eu sempre tentei ter e manter boas relações com todos os ex-explicandos, principalmente aqueles que me aturaram mais tempo. Nem sempre consegui. (...) Isto de aturar os mais velhos...
Gostava que alguns tivessem seguido alguns dos meus conselhos. (Conselhos não são ordens)
Espero ao menos que distribuam sempre o seu tempo por várias actividades, entre as quais, distracções (sem exageros), e que não tenham problemas em mandar para um lugar, quem se opuser...