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domingo, 7 de junho de 2026

Alma Mater (I)

Aprendi a expressão "Alma Mater" no filme "The Martian".
É usada habitualmente para referir a universidade ou escola onde alguém estudou ou se formou.

O filme é capaz de ser um dos meus filmes preferidos dos últimos tempos.

Quanto à minha "Alma Mater", a Universidade da Madeira, no meu último ano até recusei-me a ir à benção das fitas, e tenho imensas críticas que devem ser tidas em conta à luz da época em que lá estive como aluno (1995-1999).

No entanto, recentemente, deixei-lhes uma crítica no facebook, com um link para este blog, onde sempre estive bem identificado (podem ler o cabeçalho) e foram cretinos ao ponto de a terem apagado.

Voltei a deixar a review negativa, apenas com este texto: "Não sou papagaio para ter de me repetir".

Este texto está a ser escrito exactamente pela falta de capacidade daquela instituição em reconhecer erros.

Vou citar aqui alguns, (já referi alguns antes, várias vezes, pior do que um papagaio, deixei-me disso).
Desta vez, vou deixar este texto aqui em destaque. 

[Lado direito do blog, secção textos em destaque]

-A primeira vez que entrei numa sala de aula foi para Análise Matemática I. Achei a aula tão má que saí a meio a pensar "isto só pode ser praxe". O homem estava a copiar de uma capa para o quadro. Quando voltei lá na aula seguinte, percebi o que não queria perceber: Era mesmo aula, e de facto o homem não dominava o assunto como deu a perceber vezes suficientes.
-Programação. Se eu contar, o leitor vai achar que estou a insultar a sua inteligência, por isso quem quiser mesmo saber que me pergunte... Já agora, no semestre inteiro ligámos o computador 3 vezes. Conheço quem tenha ligado zero, e feito a cadeira a saber zero.

-No meu segundo ano, cadeiras cruciais (Teoria da Medida, Álgebras I/II, Topologia) eram dadas numa sala (sala 19) onde o quadro tinha tantos reflexos, independentemente de onde me sentasse. Cheguei a comparar o meu caderno com o de alguns colegas e percebi a gravidade. Só quem conseguisse estar mesmo à frente ( e mesmo assim...) é que conseguia apanhar as coisas. Essas Álgebras, eu fiz às custas do caderno de uma colega.

Biblioteca: cheguei a ter cadeiras onde preferia procurar livros na biblioteca porque de facto com aquelas salas... eu tive de corrigir cadernos. Só que justamente os livros da bibliografia estiveram requisitados o semestre todo. Na altura não haviam sebentas, nem youtube, e mesmo a Internet estava a dar os primeiros passos.

No ano lectivo 1997-1998,em particular 1998, ao sair de uma hospitalização de um mês, a universidade mudou de instalações no segundo semestre (!). Onde eu devia ter uma cadeira de Geometria Diferencial estava a ver quadros de Simplex, e eram os meus colegas na sala. O que se passou foi que o professor de Geometria Diferencial era reitor e então decidiram dar Investigação Operacional no lugar. A nota foi lançada... Em Geometria Diferencial (!).
Pormenor. De Geometria Diferencial eu gosto. Daquela versão de Investigação Operacional, NÃO.
(acabei a ter de aprender GD por mim...)
Numa cadeira onde eu deveria ter aprendido em particular Equações Diferenciais Parciais tive uma cadeira que a melhor descrição possível é "cadeira de encher chouriços".  E ainda consegui ter sido acusado de copianço ( sim aquela cadeira de que já falei noutros posts, em particular o anterior )

E quanto ao 4º ano... Tive dois "seminários" (lembram-se do texto "Tabus no século XXI" onde falo de notas entre 10 e 11?) e 6 cadeiras de "opção" com a seguinte característica comum: eu não teria escolhido nenhuma e nem estavam na lista que me foi apresentada quando me candidatei.

A mesquinhez de terem apagado a minha "bad review" levou-me a escrever este texto.
Vai ficar aqui, destacado na zona de textos em destaque.

Vou inclusivamente deixar aqui outros links para outros textos deste blog que se referem à minha Alma Mater, e despedir-me por uns tempos. Volto depois deste texto ter tido leituras suficientes.

Há mais, algumas das burlas da minha Alma Mater só "me foram reveladas" em 2006, em Lisboa, depois de ter pisado pela primeira vez, o solo da fcul...

Só que por hoje, fico por aqui. Estou a trabalhar noutras coisas.
Volto quando eu estiver satisfeito com o número de visualizações REAIS deste texto.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

:/

Por estes dias as dores têm andado pouco simpáticas.
Mesmo com medicação SOS.
Tento distrair-me, mas ... Faça eu o que fizer, tenho ali a dor a chatear.
Gravei uma série de vídeos de jogos para o meu canal no youtube.
Tendo em conta que eu acabei nesta situação depois de uma crise convulsiva, ecrãs se calhar não são a melhor coisa do mundo.
 Por outro lado, eu estou medicado, e nunca tive uma crise à frente de um ecrã. 

  • Tive uma à frente do Camacha Shopping, três dias depois de ter sido inaugurado.
  • Uma na fctunl ao atravessar a faculdade, em Março de 2011
  • E uma a jogar às cartas com o meu pai em Setembro de 2024
Não sou epiléptico, e até hoje não sei o que causa estas coisas.
Portanto ecrãs, não são, até porque estou a escrever isto, não estou?

Hoje ao olhar para um meu caderno de Mecânica Quântica, lembrei-me de como estudei aquilo.

Faz-me crer que mesmo com dor crónica consigo ser produtivo.
O problema consiste em arranjar forma de converter essa produtividade num salário, caso contrário, arrisco-me a viver debaixo da ponte na idade da reforma, ou pior...

Recordo que muito antes de ter dores crónicas, uma vez tentaram me por a trabalhar por menos que um salário mínimo, e defenderam o indefensável (...) .
[Sim, eu sei, a quantidade de pessoas que defendem o indefensável com que já me cruzei na vida, é absurda]

Quando temos pessoas a fazer isto enquanto estamos saudáveis, imagino estando agora nesta situação.

É preciso ter um latão.

Sugestões são sempre bem vindas.
Imposições... fiquem com elas.

Imagens criadas com Microsoft Copilot, para o blog raciocínios quase exactos e meio aleatórios.

terça-feira, 11 de novembro de 2025

Mudanças...

 Tendo dores crónicas, passei a ter um novo tipo de consultas "Terapia da dor".

Honestamente, nem sabia que isso existia. Novas consultas, nova medicação. Esta deixa-me sonolento... e menos produtivo. Mas tento...


Acho que vou tentar jogar e gravar mais um nível de Pharaoh (1999). Quando chega ao youtube? Não sei... Com pancadas de sono, é coisa para demorar.

segunda-feira, 21 de julho de 2025

Estranhos novos rumos (II)

Um dos objectivos deste blog é servir de arquivo de algumas histórias.
Enquanto eu parto para os tais estranhos novos rumos.
Ficar exposto para o futuro.
Há até uma tag/etiqueta "para memória futura".

Pode nunca ser feita justiça, mas fica registado.
Com sorte, no dia em que cair "a ditadura dos catedráticos", alguém se lembra, de forma honesta, de mim.


Sabem? O dia em que escrevi o primeiro post "Estranhos novos rumos"... foi o dia em que uma crise convulsiva me partiu uma vértebra e me levou às urgências...

Este blog entra em modo de férias.
Não que eu vá entrar em férias...



sábado, 12 de abril de 2025

Rumos solitários

O script "próximo post agendado" dali da direita ainda não está a funcionar bem.
Vivemos uma época estranha. Hoje em dia as universidades abrem cursos para tudo e mais alguma coisa. Eu pergunto-me se alguns desses cursos têm mesmo de ser dados por universidades ou politécnicos.
Eu acho é que se criou um lobby.
Há formação no ensino alegadamente superior que de "superior" nada tem.
Criou-se uma caça ao título.
Neste mundo de aparências onde títulos valem mais do que competências.
Até temos incompetentes a avaliar alunos mais competentes que eles.
Pessoas que prejudicam quem só quer tirar um curso e não tirar-lhes o lugar.

Uma vez, num mestrado (em Matemática) tive um professor a dizer-me "isso está errado porque eu tenho mais experiência do que tu".

É um argumento muito mau para ser usado por uma pessoa justamente de Matemática.
[Eu passei por situações piores...  são tão más que não quero recordá-las ]

Sabem... o meu trabalho não tinha erros. E eu provei isso.
Caiu-lhe tão mal que o tipo em vez de assumir o erro (dele) deu-me uma valente descasca.
Não era correcto contradizer um professor. (!!!)
Quer dizer... um tipo que vai avaliar-me é incapaz de reconhecer os seus erros?
Pior do que isso,  difamou-me, espalhou boatos aos colegas e complicou-me a vida.

Desde essa altura que quando vejo uma pessoa puxar dos galões em vez de usar um raciocínio lógico, que a minha opinião sobre a pessoa desce. Bastante.

Graças a muitos idiotas destes (que continuam e proliferam no ensino alegadamente superior português) a minha vida complicou-se imenso.
Os meus rumos tornaram-se solitários.
As pessoas mais próximas que tive nos últimos 14 anos foram alunos. Não foram colegas, ex-colegas...

Agora são ex-alunos... os alunos vinham e iam. E depois de estarem despachados, a maioria esquece que eu existo, portanto na verdade, estou... sozinho (talvez assim percebam melhor alguns posts anteriores).



Como o leitor habitual deste blog, se existir leitor habitual, deve saber, para não ajudar, a minha saúde pregou-me mais uma partida.
A minha filosofia tem sido tentar manter a mente ocupada, para ver se consigo ignorar a dor (atenção que eu estou medicado).
Ignorar a dor ... é ... mais um rumo solitário. 
Se calhar, a dor não se ignora. Vive-se com ela...

"Para ti vou estar sempre disponível" - disse, porque a mim nunca me disseram. Ás vezes temos de ser para os outros aquilo que precisavamos de ter tido.

Não vou obrigar ninguém que não queira a aturar-me. Não está na minha natureza, e fazê-lo é auto-desrespeito.

Só que, não gosto, nem nunca gostei de "adeuses mudos".
Abro uma excepção para esta dor. Pode ir embora sem avisar. Não me ofendo.

quarta-feira, 9 de abril de 2025

Ainda estou aqui

 (Não está relacionado com o filme, que ainda não vi, mas estou curioso).

(...) Andreia entrou no escritório do alfarrabista. Haviam ali vários livros espalhados. Em particular um livro, de papel, manuscrito em cima da mesa, em cima de um desenho, que parecia ter alguma idade.
Olhou, viu uma data no livro, e deixou de olhar. 

Voltou a pegar no smartphone.
'Sem rede'.

Sentou-se numa cadeira. Esperou. Abriu um ficheiro no telemovel, e começou a lê-lo.

Algum tempo depois, o homem entrou silenciosamente. Olhou para o livro em cima da mesa e viu a rapariga a ler o telemóvel. 

– Os meus livros são assim tão desinteressantes? Perguntou, desiludido.

A pergunta assustou-a. Não tinha notado que ele tinha entrado.

– Peço desculpa. Não quis assustar-te.

Ela olhou para ele. 

– O livro em cima da mesa podia ser um diário. Não quis invadir a sua privacidade.

Ele olhou para o livro.
– Eu escrevo-o para uma pessoa com quem não falo há quarenta anos.

–Está a escrever para uma pessoa com quem não fala?!

– Nunca nos despedimos.

– Para alguém que morreu?

– Ela não morreu. Só partiu, sem dizer nada.

Andreia olhou para ele.

– Ela um dia vai ler aquilo e vai saber que eu ainda estou aqui.

– É ser indiscreta, perguntar quem é ela?

Ele olhou para Andreia, percebendo o insólito da situação.

Ele levantou o livro e mostrou-lhe um desenho bastante antigo de uma jovem rapariga. 

Estava assinado, tinha sido ele a desenhá-la.

– É... para ela. Ela vai ler um dia, quando voltar. Se quiser.

– Quem é? – Perguntou Andreia – É porque eu acho que já vi essa cara. Assim jovem, com esse aspecto...
Ele pousou o livro e o desenho.

– Viste-a? Quando? Onde?

– Não sei. Mas é-me bastante familiar... não estou a conseguir identificar.

Ele olhou-a nos olhos.

– Tu viste-a sim! 

O olhar dele tinha-lhe feito qualquer coisa. Ela lembrou-se! Aquela rapariga teve Andreia no colo quando era criança.

– Eu... Lembrei-me de uma coisa.

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Ás vezes, uma memória é tudo o que fica. 
Outras, vezes...  
Convém lembrar que 'ainda estou aqui'.


domingo, 30 de março de 2025

Estranhos² novos rumos

No ano passado, em Junho já tinha concluído que tinha mesmo de mudar de vida... mas em Setembro, os meus planos levaram uma valente reviravolta. 

A crise convulsiva que tive e que me partiu uma vértebra mandou os meus planos pela janela.

Desde então, vários outros planos foram saíndo da minha vida...

E agora ...


Agora... preciso de um sorriso.

sexta-feira, 21 de março de 2025

Dias iguais

Nesta fase da minha vida, os dias são todos iguais. 

Chego a não saber em que dia estou.

Há dias, percebi que era Domingo porque cheguei ao café e estava fechado.

E continuo sem saudades de dar explicações.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2025

Maggie Hood

 — Acabámos de receber uma mensagem para ti. - Disse uma voz no comunicador.

— Hã? Para mim? Ninguém sabe onde estamos! Quem é?

Diz que é pessoal. Só para ti.

Ela levantou-se. 

— Manda para o meu tablet.

Ela pegou no tablet e viu a imagem de um robô.

— Vens por parte do dono de uma livraria?

— Não, venho a pedido de um amigo importante.

— Eu não tenho amigos importantes.

— Oh, todos os meus amigos são importantes. E os teus também, se pensares bem.

— Tens a certeza que o teu amigo não é dono de uma livraria? Diz lá o que tens a dizer.

— Eu sou só um messangeiro. O imperador do império Joviano pediu que te enviasse este mapa.

— Eu nunca ouvi falar desse império. 

— Mas eu ouvi falar muito de ti, Maggie Hood. Tal como o imperador pediu, e não me ordenou, eu peço que prestes atenção a esse mapa. Vai salvar-te a vida.

Maggie olhou para o mapa que tinha lhe entrado no tablet. Toda aquela região desconhecida para ela estava ali, cartografada.

— Não vejo esse império aqui neste mapa. 

— Fica noutro sector deste universo. Noutra galáxia. Consegues voltar ao teu rumo original com o mapa?

— Sim, acho que sim. Obrigada! Porque é que esse imperador quer me ajudar?

— Eu sou apenas um mensageiro. Como te disse, ouvi falar muito de ti, Maggie Hood. Se ele não tivesse pedido, eu viria voluntariamente.

— Um imperador? 

— Segue o teu caminho. Cumpre o teu destino. E quem sabe, um dia poderemos voltar a nos encontrar.

A transmissão terminou.

— De onde veio isto? 

"Não consegui determinar. Quem era?" - respondeu o computador.

— Tem aspecto de ser a nossa salvação. Mas precisamos de verificar a veracidade desta informação. 

Ela pausou o olhar sobre o mapa.

— Computador, copia este mapa para uma base de dados segura e confirma a sua veracidade. Enquanto o fazes, diz-me o que sabes do Império Joviano.

"Existe uma única referência a esse império, feita pela tripulação de uma nave que esteve desaparecida durante ciclos, mas regressou salva."

— Que tipo de referência?

" A estratégia que os fez regressar a casa veio da cabeça de um comandante de uma frota desse império."

Havia um anexo ao mapa. 

Uma só frase: "Boa sorte, Maggie Hood."


Ás vezes temos anjos da guarda que desconhecemos.
Outras vezes, exactamente o oposto.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2025

Factos e opiniões (I)


 

Avançar para estranhos novos rumos implica não esquecer factos, ou erros de conhecidos velhos rumos vão ser repetidos. 

E nesse caso, valerá a pena avançar para estranhos novos rumos?

sábado, 15 de fevereiro de 2025

Chuvadas com danos ...morais

 Diariamente costumo dar um passeio de mochila supostamente impermeável às costas. Não costuma ser longo nem vou para muito longe. O tempo tem os seus dias, tal como as minhas dores.
Na mochila costumo levar livros, cadernos, e às vezes calculadoras.

Há dias de repente fui apanhado por uma chuvada, mas... a àgua molhou-me (e estragou-me) um caderno de "cálculos e ideias"... dois cadernos de desenhos e algumas folhas brancas que eu ia usar para desenhar (agora vão servir de rascunho para o meu próximo post no blog Z0nα Exact4 )

Ver os meus cadernos de desenhos estragados é... desmoralizante.
Podem ver alguns dos desenhos desses cadernos no meu deviantArt, na galeria sketchbook .
Não tenho todos os meus desenhos digitalizados (e portanto, muito menos, online).

O caderno de cálculos e ideias... tem lá coisas únicas que nunca vi em lado nenhum. Não tenho problemas em refazer, em LaTeX... Só vou perder o meu tempo. Por outro lado... há lá coisas que não tenho interesse nenhum em partilhar.

Não vou fazer como Fermat, fazer uma afirmação e dizer que a margem é curta. Vou dizer "descubram vocês" e destruir vestígios. Um mundo com um meio académico como aquele que eu conheci, não merece contribuições minhas.
Merece uma limpeza de mentalidades, de pessoas, e de regulamentos.
Certas coisas deviam dar direito a registo criminal.
Como a justiça já está entupida, abram uma secção nova.
 Criam-se novas oportunidades, novos empregos e uma nova caça às bruxas que não seria necessária se as pessoas fossem honestas.

Bom... Dias novos. Desenhos novos... E estranhos novos rumos.


PS: