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quinta-feira, 6 de março de 2025

Descodificando um programa de um caderno com 30 anos - Parte I




"A aversão à calculadora e tecnologias em geral, cria barreiras virtuais na mente de quem tem de resolver problemas reais..." -
Eu.

Eu vou ser honesto: não gosto muito da forma como se continua a impor e como se usam as calculadoras no ensino pré-universitário actual, mas esse assunto fica para outro dia.

Quanto ao ensino alegadamente superior (aquele "alegadamente" por mim, nunca mais desaparece dali, devia ser a designação oficial de ensinos universitários e politécnicos)...
Desde 1995, ano em que entrei como aluno no ensino alegadamente superior, eu ouço e testemunho disparares bem graves, de várias naturezas, de quem devia saber melhor, para o cargo que ocupa (e algumas pessoas são prepotentes, pá, a humildade nunca fez mal nenhum a ninguém - eu, em vez de disparatar investigo, pergunto, e não gosto de fazer figuras tristes).

Hoje em dia, há livros, acções de formação, há vídeos online, ainda há manuais em pdf.
Normalmente as pessoas só são ignorantes se não tiverem curiosidade, se forem arrogantes ou preguiçosas.

Eu ao preparar os meus textos sobre cónicas para o (meu) blog Z0nα Exact4, consultei um dos meus cadernos com programas de calculadora, de 1995-99.
Esses cadernos existem porque eu não tinha computador. Sem computador os programas eram escritos directamente na calculadora e, para serem guardados eram escritos à mão, em cadernos.

[Aqueles cadernos que levam as pessoas, na sua ignorância e na sua incapacidade de compreender que não têm capacidade para compreender, a achar que aquilo é informática]

Na altura a memória (das calculadoras) era pouca.
Comentar código era desperdicio de memória... e na altura eu tinha tudo na cabeça (aliás, aquilo foi escrito numa viagem de autocarro, "em cima do joelho").
O código não está comentado. Nem nos meus cadernos.

Eu escrevi para as calculadoras Casio, um Cónicas 1.0 para a fx-6300G (em 1994), um Cónicas 2.0 para a Cfx-9800G (em 1995/96, a versão final é de 1996). Converti esse de 1996 para as máquinas actuais, mas não estou contente com a conversão (tem para lá uns bugs que não existem na versão original, e em vez de fazer debuging prefiro escrever uma coisa mais moderna em pseudocódigo, e converter para as minhas máquinas actuais com algumas coisas que aprendi nos últimos 29 anos).
Casio costuma ser retrocompatível, mas neste programa em particular, eu usei uma estrutura que desapareceu das máquinas Casio actuais (...)
O que esses programas de Cónicas faziam está um bocadinho longe do que as aplicações pré-definidas nas calculadoras actuais fazem, por isso consultei esses cadernos, estou a fazer engenharia reversa ao meu código de 1996.
 (Aquilo é "código esparguete", mas como o autor fui eu, consigo decifrar o que fiz e escrever um pseudo-código adaptável para as minhas calculadoras actuais-Estou a documentar em vídeo... depois decido o que fazer com esses vídeos)

Consigo escrever um código Python para a minha Numworks, e vou fazê-lo, até vou partilhar em vídeo, mas não quero partilhar o código.
É Matemática, não tem nada ilegal, não é complicado, (em 1996 eu escrevi-o em cima do joelho numa viagem de autocarro), tem a ver com o que eu disse há dias num post neste blog:

"A comunidade académica que eu conheci não merece contribuições minhas.". 


PS: eu não sou patrocinado por nenhuma marca de calculadoras.
A minha primeira calculadora gráfica programável foi Casio e eu nem tive voto na matéria.
Foi um prémio, por eu ter resolvido um problema... de Matemática.
Sabem? Eu sou matemaníaco.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2025

Pesadelo

 Eu raramente sonho, ou se sonho, raramente me lembro. 

Esta noite, acordei com um pesadelo, e com dores.

Pesadelo: Tinha um email de uma das muitas 'bestas' que encontrei na vida a dizer-me que uma ex-aluna tinha passado "equações diferenciais" mas que era para EU explicar O CÓDIGO de um programa de calculadora dessa ex-aluna.

O tal programa... existe mesmo. Resolve problemas de valor inicial, numericamente, recorrendo a vários algoritmos, e ainda faz o plot gráfico da solução (de várias formas, a gosto do utilizador).

Agora...

1° Nunca o passei para ninguém.

2° Nunca o escrevi para o modelo da calculadora daquela aluna. (Eu lembro-me das calculadoras das pessoas)

3° Não dei explicações dessa cadeira a essa aluna.

Mas acordou-me.

 E com dores eu demoro a voltar a adormecer. 

–_–


(Não é esse programa mas... fica bonito neste post)

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2025

Tabus no século XXI (II)

 No post anterior eu falei de algumas ideias usadas na criação do dos gráficos do jogo Elite, publicado em 1984, e que cheguei a elas sozinho.
A imagem abaixo está publicada no facebook, na minha página de explicações. Na foto, na calculadora está o meu programa com gráficos 3D a correr, e na folha em papel, os cálculos originais que fiz para determinar as coordenadas exactas de cada vértice de um icosaedro.
Aquela folha foi colocada num caderno com muito mais geometria 3D para programas de calculadoras.

Decidi procurar o tal caderno, [quero juntar as naves do Elite ao meu programa :) ] mas ironicamente, em vez dele, encontrei o meu caderno de Análise funcional I, de 1997/1998, com todas as aulas (incluindo as que eu faltei por motivos de saúde...) e que confirmam a minha afirmação do post Tabus no século XXI (I).
Eu folheei o caderno... e reli propositadamente a aula sobre completude de espaços métricos. Mantenho o que disse... não demos absolutamente nada daquilo que o outro idiota insistiu que tínhamos dado.
A verdade foi (e ainda é) esta: o tipo deu e dá as notas que quis e quer dar.
Vão proibir-me de divulgar o que ele fez?
Atrevam-se!

domingo, 2 de fevereiro de 2025

Uma surpresa... pouco surpreendente.

 

Hoje, vi este vídeo pela primeira vez no youtube.

Os meus ex-alunos que têm uma casio fx-9860G (ou alguma das suas variantes), têm um programa com gráficos 3D, criado por mim que usa as ideias matemáticas por detrás ... daquilo!

 Mas há um detalhe. Eu não li nem aprendi essas ideias. Deduzi-as eu!

Hoje em dia, jogo Elite Dangerous: https://youtube.com/playlist?list=PL89Mp6mqi5UqwT-U7AeBwk61iX3wICWFx&si=j-sGoPB87vDWxPYf

sexta-feira, 31 de janeiro de 2025

Regresso ao blog

 É... regressei. Ainda com dores.
Será que alguém ainda visita este blog? Digam olá!
Ontem estive a reorganizar algumas imagens no facebook. Aquilo tem albuns.
Á noite, levei a minha  TI-84 Plus CE-T ao Camacha shopping e escrevi um tradutor para ZorgLingua (em TI-Basic!!!
A minha versão não tem Python, e por não ter Python foi a calculadora gráfica mais barata que comprei na vida! Custou menos de 40€ quando a comprei.
Impor Python às pessoas? Tenham juizo!



quarta-feira, 4 de setembro de 2024

O Estrumpfe e a calculadora...

O desenho da esquerda é de 2007. O da direita, estive a pintá-lo hoje. Nem notei que já não tinha mensagens agendadas...
(E assim ficaram a saber o que fiz hoje)
Se clicarem nas figuras, vão parar ao meu deviantart...

quarta-feira, 14 de agosto de 2024

A calculadora

    Nesta semana, um ex-explicando regressou à Madeira e convidou-me para um café.
Perguntou-me se eu tinha mesmo largado as explicações.
Respondi que sim, e ele então pediu-me que lhe reinstalasse na calculadora alguns dos meus programas que lhe passei quando teve explicações.

Ainda me peguntou se voltando a estudar daqui a uns anos, se lhe daria explicações. Eu olhei para ele... 'Essa fase acabou, vou dedicar-me a outra coisa qualquer.'

Aquela calculadora (uma Casio CG50) estava 'limpa'. Demasiado limpa. Nem sequer várias aplicações pré-instaladas de fábrica (gráficos 3D, Tabela Periódica, Geometria, conversão) estavam ali. 
Perguntei se tinha sido feito reset durante o exame nacional. Ele respondeu que não, que tudo estava lá durante os seus tempos de estudante universitário.
Actualizei o sistema (agora há um icone 'distribuições'), reinstalei os (meus) programas.


Ainda lhe disse como fazer um backup. Muitos daqueles programas ele não encontra em mais lado nenhum. Eu nunca os passaria para colegas de Matemática, nem sequer a alunos de cursos de Matemática.

Até porque eventualmente um dia eu deixo de estar disponível...

Estranho esta calculadora ter levado uma limpeza total. Estar muito tempo sem pilhas limpa a 'memória de armazenamento'? Aquilo é um chip flash, tipo uma pen. Uma pen não se apaga sem motivo. Ou será que se apaga?

Façam backups. Embora eu normalmente até concorde com partilha, excepcionalmente, neste caso... só quero os meus programas com pessoas da minha confiança, e ninguém mais.

 Ao longo dos anos percebi, que 'merecer'... pouca gente merece.

(Sim... eu aceito convites de ex-alunos)