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quarta-feira, 26 de novembro de 2025

Asterix the gaul, e um erro que não podia acontecer

 Na minha colecção de livros do Astérix há um único em inglês. 

É mesmo "Astérix o Gaulês". Para (não) surpresa minha, não é "Asterix the Welshman" (ver post anterior).
É mesmo "Asterix the Gaul".

Porque afinal, Asterix era mesmo Gaulês e não Galês. Quem diria? Certamente, não a minha professora de Inglês do 7° ano.
Na altura não havia internet, mas a biblioteca estava recheada de livros do Asterix... 

E eu li-os a todos.
Errar é humano, mas aulas e explicações preparam-se e confirmam-se.

Em explicações, principalmente de ensino superior, temos mais surpresas, porque muitos professores dão um toque pessoal.

Corrigir quem está certo, é coisa de gente estúpida, que nem considera a hipótese de estar enganado. Só que por vezes, a prepotência é muita... e as regras mudam.

Uma vez, como explicador tive um aluno empatado numa cadeira há 3 anos. Havia uma questão ... (de Geometria Diferencial) em que ele ia bater a uma equação polinomial de 3° grau, que... não se conseguia resolver com aquilo que ele conhecia (Regra de Rufinni, deflação). Os cálculos dele estavam certos, e ele teve pontaria no explicador. Eu sei a fórmula de Cardano-Tartaglia, sei a fórmula resolvente do terceiro grau. Portanto... resolvi o problema e ao comparar com a resolução dele, vi que parou justamente na equação de terceiro grau. Confirmei que a fórmula resolvente de equações do terceiro grau não fazia parte de nenhuma das cadeiras dele, e ao escrever a fórmula, a reacção dele foi a reacção genuina de quem nunca tinha visto aquilo. Então o problema era... se ele não tinha dado aquilo, não era para resolver assim!

A solução estava certa... confirmei. Não havia mesmo forma de converter aquela solução em nada mais agradável. Portanto... tudo o que o aluno fez estava certo.

Um colega dele conseguiu convencer o professor e enviar-lhe a resolução. Que só tinha um problema: estava errada. E o erro era descarado. Havia uma falácia na argumentação. O aluno que de burro não tinha nada, percebeu.

Eu olhei para ele. Olhei para a minha resolução completa e confirmada... e disse: Estás preso nisto há anos e eu sei que tens razão. Só que, queres ter razão, ou passar a cadeira?

O aluno passou... não gostei de ter tido de recorrer a esta lógica. O facto de termos pessoas incapazes de reconhecer erros a avaliar boas cabeças, é preocupante. Matemática é uma ciência exacta. Não depende de opinião.

O exemplo de "Asterix The Gaul" mostra que no meu caso, não tive apenas professores de Matemática a disparatar. Enganar-se toda a gente engana-se.

Só que no caso do meu aluno, aquilo foi mais do que engano... foi erro e grave.


O meu livro em inglês do Asterix é das "Ediciones delPrado". Houve uma altura nos anos 90 em que decidiram vender nas tabacarias os livros em Francês e em Inglês como material de apoio a quem aprendia essas linguas.

A foto, acabou de ser tirada... e este texto, escrito num smartphone.

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