Uma das coisas que investiguei e percebi como docente no ensino superior, foi como tanta gente escapa fazendo tanta trapalhada. Verdadeiros crimes intelectuais e insultos à inteligência, como várias das histórias que já contei aqui.
Em particular, esta notícia, lembrou-me que tenho livros de sumários guardados em casa.
Quando dei aulas percebi que os sumários não serviam para nada e ninguém os lia. Então, para provar isso, trouxe os livros de sumário para casa. Passaram mais de 20 anos. Nunca mos pediram!
Podia ter escrito lá a história da Carochinha.
Na altura também fiz isso para confirmar uma teoria que eu tinha sobre aparentes professores intocáveis, como alguns que já descrevi em posts anteriores neste blog. Eram intocáveis porque não há fiscalização real, este alegado controlo buRRocrático é tudo para inglês ver, e mesmo com sumarios digitais, aquilo só ocupa espaço, ninguém os lê!
Há uma ferramenta real para ter noção do que se passa nas aulas, e não são os sumários.
Os cadernos dos alunos, mesmo com erros por serem mal copiados ou o aluno não ter noção do que copia dão melhores informações do que qualquer programa ou livro de sumários.
As pessoas têm tendência a esquecer de uma coisa: eu sou matemático e gosto de provas. Portanto... eu guardo algum material.
Não sou mentiroso.

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