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sábado, 16 de maio de 2026

Uma lição que aprendi da pior forma possível (I)

 Hoje, apareceu-me um daqueles reels que costumo saltar.


"Se nunca te perguntaram pela tua versão da história, então a versão que ouviram reflecte exactamente o como se sentem em relação a ti.
Nunca te expliques a pessoas que já estão dedicadas a desinterpretar-te.
Porque curiosidade é uma forma de respeito.
Quando uma pessoa nem sequer pergunta, estão a dizer-te que já decidiram."

Sabedoria de redes supostamente sociais tem muito que se diga, mas aqui, acertaram e bem.
Agora temos um problema sério. No meio académico, estas "pessoas que já decidiram" por vezes são pessoas que têm de nos avaliar.

Como escrevi em textos anteriores, entrei em salas, onde a minha nota já estava decidida antes de eu fazer a avaliação. Ou, por exemplo, nos textos "tabus no século XXI" ou "tabus académicos".

No fundo, pessoas que se orientam por estereótipos é isto que fazem.

O que me leva à questão: Exceptuando vítimas, a quem é que a verdade realmente interessa?

Eu tenho mais algumas histórias. Será que interessam a alguém?
Ficam para outros textos.


PS: Carlos Paulices no Século XXI - ENR : Versões

sábado, 9 de maio de 2026

Estereótipos

Pelo percurso que tive na vida, eu não me fio em estereótipos. 
São julgamentos à priori.
Mas, desde os meus tempos na fcul que acho péssima ideia não ter registo de conversas com um certo tipo de professores. Mesmo sendo ilegal, eu não me oponho a gravações de conversas e sempre que posso trato de assuntos por email. Internamente um email guarda a informação de onde foi enviado e a que horas.
Não é paranóia, é a reacção de que tem a noção que houveram ali coisas muito erradas.
Em 2008-2011, tive a confirmação de que é excelente ideia.
Só que em Portugal é ilegal... porque podem distorcer factos. Já vi jornalistas a distorcer conteudos de conversas, políticos a mentir descaradamente, pegando em fracções de entrevistas, tirando frases do seu contexto e pondo noutros.

Por mim isso resolve-se mantendo a conversa toda gravada em meio analógico. O digital tem um problema. Hoje em dia a Inteligencia Artificial consegue falsificar e muito bem.
A verdade deixou de ser um mero valor lógico...

Como já viram em textos anteriores meus, a verdade não interessa neste mundo. As pessoas preferem o conveniente à verdade.

Neste cenário, fico preocupado com o futuro deste planeta.

Por mim, vou continuar a ouvir as pessoas, mesmo achando que já sei a verdade. A verdade vem sempre à tona. Opiniões e verdades não costumam coincidir.

E por mais dura e inconveniente que seja... mantém-nos com os pés no mundo real.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2025

Versões.


Há uns meses tive de por um travão em alguém: "Eu não admito a quem não esteve na minha pele, o direito de julgar, comentar ou sequer discutir as minhas decisões: cada um joga com as cartas que lhe saem."
Mas as pessoas não querem saber da verdade. Querem uma história, perfis e estereótipos, e a versão que melhor se ajusta à sua visão.
Isso de "verdade" é uma treta sobrevalorizada.