Hoje li este artigo, partilharam numa rede social.
Depois de tudo o que eu assisti no ensino superior, sei que ética e bom CV são variáveis independentes no sentido estatístico.
Como no meu caso em que tive um seminário, sem avaliação e em que o individuo deu notas 10/11 a toda a gente.
Ou o outro 'isso está errado porque tenho mais experiêcia que tu'...
Em Matemática, logo em Matemática.
'Inveja e perseguição' também há... e consegue-se provar.
Mas quando há catedráticos ao barulho, o regime é absolutista. Provas conseguem desaparecer.
O regime académico português é uma bolha. Coisas que seriam crime em qualquer outro sítio, ali são um dia da semana normal.
Portanto... CV não pode ser a única medida de avaliação de um docente.
Mas num regime quase feudal com absolutismo, como se muda?
O autor do artigo na revista Sábado faz bem em publicar, mas os óculos míopes do CV e da apregoada meritocracia, têm problemas. Precisamos de mérito, mas mérito é algo discutivel. Um aluno com um 15 em cenário de guerra vs um aluno com 15 em cenário de pobreza vs um aluno com 15 tendo acesso a explicadores, livros e luxos... vamos olhar só para as notas?
'Professor' deve ser um cargo de honestidade porque ensina-se mais com exemplos do que com palavras. 'Deve ser' infelizmente, não é sinónimo de 'é' .
Eu passei a escrever em blogs.
Lê quem quer.
Não obrigo...

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