"Extraordinary claims require extraordinary evidence" - Carl Sagan
Hoje em dia, há a pressão para publicar. Sejam jornais sejam artigos no mundo académico, ou tretas nas redes sociais.
Sim, " Tretas". A verdade não é prioridade. A prioridade é audiência.
No mundo académico, também percebi muito cedo que a prioridade não é a verdade, e nem sequer se dão ao trabalho de fingir [ pessoalmente tenho histórias bem localizadas no espaco e no tempo, em 1998, 1999, 2004, 2006, 2007, 2008, 2011 ] e em que nunca fui sequer ouvido.
Em 2010, aconteceu-me uma que me fez ver que se calhar, andar com o telemovel/smartphone com um gravador ligado, não é má ideia, mesmo que legalmente não sirva de nada e até seja ilegal.
Se notarem bem, os meus blogs não têm publicações regulares. Não escrevo porque tenho de cumprir prazos.
O actual caos nos exames nacionais, merece um texto, melhor e mais racional que a minha paródia "Exames 2026" . Merecer, não significa que o vá eacrever. Há tanto ruido publicado em todo o lado que eu serei
apenas mais um.
E a menos que eu esteja a escrever ficção, não gosto de fazer afirmações sem provas.
Mesmo como matemático, nunca gostei de usar resultados sem ver provas. Isso fez-me odiar, por exemplo, Investigação Operacional na licenciatura.
Para usar uma TV, um smartphone, ou um computador não tenho de compreender a electrónica por detrás dele. Mas sendo eu matemático, usar Matemática sem perceber porque ela funciona, já é lacuna. É ... seguir uma religião.
Sabem, há resultados errados.
Durante a pandemia, apareceu-me um aluno que tinha obrigatoriamente de usar uma tabela de integrais dada pela professora dele. Um dos resultados estava claramente errado. Ao deduzir a formula obtinha-se um resultado diferente.
Ao comparar com resultados obtidos via análise numérica, o resultado deduzido batia certo, e o do formulário não. Recorrendo ao Wolfram Alpha (que também erra...) a fórmula obtida coincidia com a deduzida, não com a do formulário.
Fabricando um exemplo que deveria ter resultado zero... a fórmula não dava zero.
Corrigir o formulário? Claro que não. A professora não podia estar enganada. O seu cargo era divino.
O aluno mostrou-lhe... ela não corrigiu. :)
Este mundo precisa de espírtos críticos, não de pessoas que usam o posto para impor 'a sua verdade', mesmo havendo provas irrefutaveis contra elas...
Não gosto de sensacionalismo, nem do 'publish ou perish'. Não é o livrar-me das dores, se algum dia acontecer, que me tornará num spammer regular.
Até porque não quero aborrecer as pessoas. Só tenho 560 followers no facebook. Número que em vez de aumentar, de vez em quando desce :)

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