Olhando para uma folha de cálculo, vejo que o meu pior investimento foi a minha licenciatura.
Seguem-se as minhas frequências de mestrados.
Pior investimento, porque, nunca recuperei o dinheiro investido.
Obviamente deixa-me preocupado porque, com dor crónica, as minhas capacidades e possibilidades de trabalho reduzem-se drasticamente, e daqui a 20 anos é suposto eu estar reformado.
Estando a precisar de dinheiro também aprendi que nem tudo é aceitável.
O maior insulto que fizeram foi um emprego onde não ganhava um salário mínimo com um "pegar ou largar".
Obviamente, recusei.
Fora isso, há um filho da puta (com as letras todas, e podem confirmar em todos os meus blogs, é a primeira vez que uso o termo ) mal informado, que não distingue opinião de facto, dá aulas na universidade da Madeira que tem o mau hábito de falar de mim nas aulas, a pessoas que não conheço de lado nenhum.
A informação espalhou-se, distorceu-se e fez estrago.
Os meus blogues, mesmo sem referir nomes, são muito mais fiáveis: têm informação em primeira mão, sem passar por intermediários.
"Você é que é o famoso Carlos Paulo?"
A certa altura fiquei farto de boatos .
Sobre a minha licenciatura, o texto "Alma Mater (I)" mostra como foi mau o investimento. A ironia é que ainda ouvi coisas engraçadas de quem não faz ideia do que diz, como a licenciatura tornou-me perito em estatística. Eu tive UMA única cadeira de probabilidades e estatística na licenciatura toda (I), e está bem longe de ser a melhor ou mais interessante que já vi - Fez-me rir quando me falaram em saídas profissionais em Estatística.
Aprendi mais sobre o assunto mais de 15 anos depois.
Já que falei de folha de cálculo, por exemplo, na licenciatura nunca tive uma única cadeira onde usasse sequer folhas de cálculo, curioso, porque tive duas disciplinas com isso no secundário, e na altura estive em ciências.
Eu nunca concordei nem concordarei com avaliações não objectivas (isso inclui "passagens administrativas", e fraudes ). Dada a qualidade de algum "alegadamente ensino, alegadamente superior" a que assisti, onde cheguei a levar na cara com um "a ti só te faço um exame para chumbar", e depois disso recusei-me, por escrito, a voltar a trabalhar com aquele professor, ou, só por exemplo, o caso que reportei no texto "Tabus no século XXI (I)", eu sei que elas existem. A recente trapalhada com a digitalização de exames no ensino superior, fez com que se perdessem páginas de exames. Como se é justo para um aluno a quem o sistema perdeu páginas de exame? Como podem ver pelo texto à esquerda... Deram a nota máxima nas respostas perdidas. Hum... e os alunos que tiveram as respostas erradas mas não tiveram a sorte de ter as suas respostas perdidas? Isto não é igualdade nem equidade... Ali a aluna Filipa Lencastre não tem culpa da trapalhada, mas a avaliação deixou de ser transparente. Recordo que, como já disse em textos anteriores, que tive cadeiras onde a minha nota já estava decidida antes de eu entrar na sala. Discordo de qualquer exame onde o aluno não fique com uma cópia do enunciado (como as actuais provas finais de terceiro ciclo, ou de alguns snobs de ensino superior), e de "exames tipo", porque na verdade, não avaliam coisa nenhuma. |
Lembrem-se disso se algum dia eu estiver a viver debaixo de uma ponte, ou equivalente.
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