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sexta-feira, 31 de julho de 2026

Toda a gente mente

É uma das frases icónicas de Dr Gregory House na série House MD.
Lembrei-me dela ao ler o texto mais recente que partilhei em Daqui e Dali , o texto As mentiras mais comuns que todas as pessoas dizem .
Com uma dor perpétua, parece que ganhei algumas características do personagem... e mais algumas. Em particular, tornei-me detector de mentiras. 
Claro que fica mal dizer na cara (ou, mais recentemente, nas mensagens) das pessoas "estás a mentir".
Não me enganam, fiquem lá com a sua verdade, não pensem que me enganam.
Estou velho para dramas, não tenho pachorra para desmascarar e expor.
MAS... as mentiras dizem muito sobre as pessoas. 
Mais do que imaginam.
Até as IAs mentem. No caso delas são geradores automáticos de texto. Não mentem conscientemente... porque não têm consciência.
Algumas mentiras são mais do que suficientes para me afastar... sou de poucos amigos porque nunca fui coleccionador de hipócritas.
Não é uma frase feita.
Nem mentira...

Alma Mater (II)

 Em Julho de 2004, pisei, pela ultima vez o chão do edíficio da penteada, onde nunca mais pus os pés. 

Principalmente por auto-respeito.


Neste blog comemora-se o dia 31 de Julho

quinta-feira, 30 de julho de 2026

B-4 U ...

 


Este texto recordou-me este post

https://cpaulof2020.blogspot.com/2024/07/boatos.html ... 

E que de facto, há ali uns capítulos que vindo a público seriam bem escandalosos. 

Oh, mas ninguém quer saber. Usar as aulas para falar de assuntos extra-curriculares além de pouco profissional é cobardia.
Eu tenho um blog... 
 quem quiser, mas, se eu vos contar a história de como abri a minha conta facebook, se calhar, muita gente ficará chocada...

quarta-feira, 29 de julho de 2026

Maus investimentos, más decisões

    Olhando para uma folha de cálculo, vejo que o meu pior investimento foi a minha licenciatura.
Seguem-se as minhas frequências de mestrados.
Pior investimento, porque, nunca recuperei o dinheiro investido.
Obviamente deixa-me preocupado porque, com dor crónica, as minhas capacidades e possibilidades de trabalho reduzem-se drasticamente, e daqui a 20 anos é suposto eu estar reformado.

Estando a precisar de dinheiro também aprendi que nem tudo é aceitável.

O maior insulto que fizeram foi um emprego onde não ganhava um salário mínimo com um "pegar ou largar".
    Obviamente, recusei.

Fora isso, há um filho da puta (com as letras todas, e podem confirmar em todos os meus blogs, é a primeira vez que uso o termo ) mal informado, que não distingue opinião de facto, dá aulas na universidade da Madeira que tem o mau hábito de falar de mim nas aulas, a pessoas que não conheço de lado nenhum.
 A informação espalhou-se, distorceu-se e fez estrago.
Os meus blogues, mesmo sem referir nomes, são muito mais fiáveis: têm informação em primeira mão, sem passar por intermediários.
"Você é que é o famoso Carlos Paulo?"
A certa altura fiquei farto de boatos .

Sobre a minha licenciatura, o texto "Alma Mater (I)" mostra como foi mau o investimento. A ironia é que ainda ouvi coisas engraçadas de quem não faz ideia do que diz, como a licenciatura tornou-me perito em estatística. Eu tive UMA única cadeira de probabilidades e estatística na licenciatura toda (I), e está bem longe de ser a melhor ou mais interessante que já vi - Fez-me rir quando me falaram em saídas profissionais em Estatística. 
 Aprendi mais sobre o assunto mais de 15 anos depois.
    Já que falei de folha de cálculo, por exemplo, na licenciatura nunca tive uma única cadeira onde usasse sequer folhas de cálculo, curioso, porque tive duas disciplinas com isso no secundário, e na altura estive em ciências.


    Eu nunca concordei nem concordarei com avaliações não objectivas (isso inclui "passagens administrativas", e fraudes ).
Dada a qualidade de algum "alegadamente ensino, alegadamente superior" a que assisti, onde cheguei a levar na cara com um "a ti só te faço um exame para chumbar", e depois disso recusei-me, por escrito, a voltar a trabalhar com aquele professor, ou, só por exemplo, o caso que reportei no texto "Tabus no século XXI (I)", eu sei que elas existem.

A recente trapalhada com a digitalização de exames no ensino superior, fez com que se perdessem páginas de exames. Como se é justo para um aluno a quem o sistema perdeu páginas de exame? Como podem ver pelo texto à esquerda... Deram a nota máxima nas respostas perdidas. Hum... e os alunos que tiveram as respostas erradas mas não tiveram a sorte de ter as suas respostas perdidas?
Isto não é igualdade nem equidade...
Ali a aluna Filipa Lencastre não tem culpa da trapalhada, mas a avaliação deixou de ser transparente.
Recordo que, como já disse em textos anteriores, que tive cadeiras onde a minha nota já estava decidida antes de eu entrar na sala.

Discordo de qualquer exame onde o aluno não fique com uma cópia do enunciado (como as actuais provas finais de terceiro ciclo, ou de alguns snobs de ensino superior), e de "exames tipo", porque na verdade, não avaliam coisa nenhuma.
Estamos a enviar os nossos jovens para instituições onde isto acontece? Não me venham com a treta do "há sempre um". Estão a defender o indefensável. E isso também faz de vocês uns filhos da puta!
Lembrem-se disso se algum dia eu estiver a viver debaixo de uma ponte, ou equivalente.

quarta-feira, 22 de julho de 2026

Erros e gralhas.

 Ás vezes ao reler textos meus aqui no blog, acabo a corrigir palavras e frases. Não é que ontem "esporádico" converteu-se em "exporádico"?

Eu prefiro erros ortográficos a acordo ortográfico, mas aquele chocou-me. Por outro lado tanto as dores como a medicação para as dores desligam a minha atenção a detalhes desses

Melhores dias virão. Têm de vir!



terça-feira, 21 de julho de 2026

Extraordinário? Não, só mais um.

 "Extraordinary claims require extraordinary evidence" - Carl Sagan

Hoje em dia, há a pressão para publicar. Sejam jornais sejam artigos no mundo académico, ou tretas nas redes sociais. 

Sim, " Tretas". A verdade não é prioridade. A prioridade é audiência.

No mundo académico, também percebi muito cedo que a prioridade não é a verdade, e nem sequer se dão ao trabalho de fingir [ pessoalmente tenho histórias bem localizadas no espaço e no tempo, em 1998, 1999, 2004, 2006, 2007, 2008, 2011 ] e em que nunca fui sequer ouvido. 
Em 2010, aconteceu-me uma que me fez ver que se calhar, andar com o telemóvel/smartphone com um gravador ligado, não é má ideia, mesmo que legalmente não sirva de nada e até seja ilegal.

Se notarem bem, os meus blogs não têm publicações regulares. Não escrevo porque tenho de cumprir prazos.

O actual caos nos exames nacionais, merece um texto, melhor e mais racional que a minha paródia "Exames 2026" . Merecer, não significa que o vá escrever. Há tanto ruído publicado em todo o lado que eu serei apenas mais um.
E a menos que eu esteja a escrever ficção, não gosto de fazer afirmações sem provas.

Mesmo como matemático, nunca gostei de usar resultados sem ver provas. Isso fez-me odiar, por exemplo, Investigação Operacional na licenciatura.

Para usar uma TV, um smartphone, ou um computador não tenho de compreender a electrónica por detrás dele. Mas sendo eu matemático, usar Matemática sem perceber porque ela funciona, já é lacuna. É ... seguir uma religião. 

Sabem, há resultados errados.
Durante a pandemia, apareceu-me um aluno que tinha obrigatoriamente de usar uma tabela de integrais dada pela professora dele. Um dos resultados estava claramente errado. Ao deduzir a formula obtinha-se um resultado diferente.

Ao comparar com resultados obtidos via análise numérica, o resultado deduzido batia certo, e o do formulário não. Recorrendo ao Wolfram Alpha (que também erra...) a fórmula obtida coincidia com a deduzida, não com a do formulário.

Fabricando um exemplo que deveria ter resultado zero... a fórmula não dava zero.

Corrigir o formulário? Claro que não. A professora não podia estar enganada. O seu cargo era divino.

O aluno mostrou-lhe... ela não corrigiu. :)

Este mundo precisa de espíritos críticos, não de pessoas que usam o posto para impor 'a sua verdade', mesmo havendo provas irrefutáveis contra elas...

Não gosto de sensacionalismo, nem do 'publish or perish'.
Não é o livrar-me das dores, se algum dia acontecer, que me tornará num spammer regular.

Até porque não quero aborrecer as pessoas.
 Só tenho 560 followers no facebook. Número que em vez de aumentar, de vez em  quando desce :)


São 17:00 e eu estou sentado num snack-bar, a escrever num smartphone, farto da telenovela dos exames nacionais.



segunda-feira, 20 de julho de 2026

Dia mundial do Xadrez 2026

 

Se alguém aparecesse para um Xadrez, normalmente eu aceitaria. 
Hoje é uma das infelizes excepções.

domingo, 19 de julho de 2026

Chuva de Pikachus

 

Agora, pelo 10° aniversário de Pokémon Go, estão a (re)aparecer todos os Pikachus especiais que já passaram pelo jogo. 

Eu fiquei surpreendido ao ver um pikachu Pai Natal, até ter prestado atenção ao que se passa...





sábado, 18 de julho de 2026

São 2:22

 

Este tipo de questões é Matemática?
Eu consigo fazer [ espero que as contas estejam certas ou arrisco-me a estar aqui a fazer figuras tristes ]

As contas são minhas. Fi-las no café hoje de manhã. [ as coisas que eu faço para ignorar as dores ]

Sabem... isto não é matemática.
 É terrorismo. Hoje em dia isto é coisa para calculadoras e computadores.

Temos muita gente a dar aulas que só sabe fazer contas (e mesmo assim...)

 Isto não é saber matemática. O medo de calculadoras parece 'medo de concorrência'...😂

Quando a tecnologia é temida ou mal utilizada, o cenário é contraproducente.

Neste ano, a digitalização de exames do ensino secundário foi um desastre. O ministério da educação português, em vez de assumir responsabilidades e ter avançado sem ter tudo bem preparado tornou um processo rigoroso e credível numa anedota.

Se é possível tornar este processo muito mais rigoroso, credível e blindado contra estas falhas? Sim, é.
Só depois disso é que deveria ser implementado. A tecnologia não é nossa inimiga. A falha humana é que é.
 Querer avançar sem estar preparado é como ir para um exame sem ter estudado, e sem saber a matéria.

Depois segue-se uma triste bola de neve com  culpas atiradas, assim como areia para os olhos.

Eu não tenho muitos amigos. Assim consigo sentar-me a fazer contas daquelas. Para além das dores, ninguém me  incomoda.

Há dois anos que exceptuando visitas esporádicas de ex-alunos, ou um ou outro familiar com quem  me encontro por mero acaso na rua ou no café, fico sentado à espera que as dores me permitam sair daqui... ora com a minha nintendo switch, ora com um livro, ora a estudar qualquer coisa ( incluindo desenho ).
Em 2011 ao atravessar a fctunl tive uma crise convulsiva e acordei nos cuidados intensivos do Garcia Orta.
Estar sozinho... tornou-se bem mais perigoso. Já me bastava a criatividade de quem fala sem saber e inventa.

Em 2024... eu estava a jogar às cartas com o meu pai (que tem Alzheimer) e voltou a acontecer.

Eu vou morrer sozinho...

Mas sabem?... antes só que mal acompanhado.


sexta-feira, 17 de julho de 2026

Os Exames de 2026


 
Diário de bordo do capitão João Lucas π-cuinhas, stardate... esperem.

Vou buscar uma calculadora.
Stardate 53543.71585

A pt-Enterprise encontrou uma base de dados com os exames e as notas dos exames nacionais de 2026.
Foi roubada por extraterrestres!
Afinal aqueles tipos do canal história tinham razão.
A base de dados estava no planeta "Onde Judas Perdeu as botas", dentro de um potente computador 286 com 1 Megabyte de RAM e um colossal disco de 50 megabytes.
Os ladrões escaparam à justiça pois faleceram há muito, mas os nossos arqueólogos leram os seus diários escritos em hieroglífico.
Sabe-se com 99% de certeza que foram contratados por uma tal de 'cabala anti-governo'.
A apresentação a que assisti sugere, sem provas concretas, tal como os programas dos antigos alienígenas do canal História, que essa cabala era formada por professores descontentes, professores que foram de férias, escolas que não entregaram exames, políticos de esquerda, comunicação social, redes sociais, e pessoas sem nada melhor para fazer.
Para nossa surpresa, a base de dados, não consegue ser acedida neste supercomputador.
O engenheiro Gordi Lá Forja, arranjou forma de converter a base de dados para algo que se consegue ler na enterprise.
Depois de passar pelo tradutor universal vi folhas pretas. Reportei ao engenheiro, que me acusou logo de racismo.
Mostrei-lhe a foto e ele pediu desculpa, percebeu mal o que eu disse.

Disse que estavam assim na base de dados, mas que passando lixívia resolviam o problema.
De facto a solução funcionou e assim vi que vários exames estavam por classificar, coincidindo com os relatos históricos credíveis e o arquivo RTP que mostram que o, na altura ministro da educação, mais tarde primeiro ministro, podia ter razão quando disse que havia um problema de falta de classifcadores.
Perguntei ao senhor Dados, o nosso tripulante androide, se conseguia classificar aquilo rapidamente e ele respondeu-me que sim, que o faria tão rapidamente que ultrapassaria a velocidade da luz e as notas seriam lançadas a tempo, no passado, no longíquo ano de 2026, criando um paradoxo temporal.
O departamento de Mecânica Temporal proibiu-o de o fazer, pois alteraria a história, violando a primeira directiva temporal.

Assim, depois de mais um update da google, o nosso android esqueceu o assunto e arquivou a base de dados.

Hoje, 300 anos depois, aquelas pobres almas de 2026 podem ficar descansadas. Afinal, foram mesmo extraterrestres.

Computador, enviar relatório para a redação de 'Ancient Aliens' na estação de Júpiter.

quinta-feira, 16 de julho de 2026

Há noites e noites.

 

[ A foto é do antigo blog... antiga vida]
Ontem, depois de ter saído do centro de saúde, passei pelo Pinoco, pedi um café. Tentei fazer uns cálculos. Saíu disparate várias vezes.

 Larguei aquilo... Voltei para casa. Liguei a playstation Classic à minha engenhoca de captura de vídeo, joguei Metal Gear Solid. Derrotei aquele ninja chato e salvei o Hal Emmerich, aka, Otacon. Gravei, e fui dormir.

Acordei já depois do fim do jogo de Inglaterra. 

As dores estavam más.

Inglaterra perdeu... Não melhorou o meu humor. Todos os argentinos que conheci pessoalmente são fdps. Não julgo uma nação à custa deles, mas nunca apoiaria a Argentina.

Dois golos perto do fim.

Bah... vamos lá ser enfermeiro.
Fui à casa de banho. No curto espaço em que lá estive, o meu pai fez um daqueles disparates que só as pessoas com Alzheimer fazem.

-_-

E a noite só está a começar. Vou esperar que ele adormeça para eu tomar a minha medicação. 

Dores, hoje não estou para vos aturar....